OMS faz novo apelo para que feridos e doentes possam sair de Alepo
BR

4 outubro 2016

Segundo agência da ONU, pelo menos 342 pessoas foram mortas nos últimos 10 dias, sendo que mais de 100 eram crianças; ataques a hospitais e centros de saúde continuam; EUA atingem meta de reassentamento de refugiados.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, está pedindo para todos os envolvidos na guerra da Síria para acabarem imediatamente com os ataques a hospitais e centros de saúde.

A agência da ONU também pede a retirada, com segurança, dos doentes e feridos da cidade de Alepo, no norte do país. A OMS já tem inclusive um plano para a saída e deve levar suprimentos médicos para o leste de Alepo.

Mortes

A OMS quer garantias para a passagem de combustível e medicamentos. Um outro pediro é que as equipes médicas possam se movimentar a qualquer momento pela cidade.

Em Genebra, a porta-voz da OMS, Fadéla Chaib, falou sobre o total de vítimas do conflito em Alepo.

Segundo a porta-voz, entre 23 de setembro e 2 de outubro, 342 pessoas foram mortas no local, sendo que 106 eram crianças. Mais de 1,1 mil ficaram feridas, mas os números podem ser ainda maiores.

Reassentamento

A cidade tem menos de 30 médicos no momento, trabalhando 24 horas por dia de acordo com a agência. Eles estão sofrendo de estresse e com medo de serem atacados.

A violência na Síria levou a um aumento no número de refugiados fazendo com que vários países se oferecessem para abrigar os que fogem da violência.

Na terça-feira, a Organização Internacional para Migrações, OIM, divulgou números de refugiados reassentados pelo governo dos Estados Unidos no último ano.

O país recebeu 84,994 refugiados, apenas seis pessoas a menos do que a meta de 85 mil estipulada pelo país. Deste total, mais de 12,5 mil são sírios.

A OIM destaca que o governo norte-americano pretende receber 110 mil refugiados entre outubro e 30 de setembro de 2017. Os Estados Unidos estão entre os 32 países que concordaram em reassentar pessoas indicadas pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur.

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