ONU defende maior prevenção para travar epidemia da Sida até 2020

4 outubro 2016

Relatório revela que uso de preservativo na última relação varia entre 80% e 30% em alguns países; em 2015 ocorreram pelo menos 1,9 milhão de novas infeções com o HIV em maiores de 15 anos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os esforços para travar a propagação do vírus HIV devem ser consolidados se o mundo quiser acelerar o fim da epidemia da Sida até 2030, alertou esta segunda-feira o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida, Onusida.

Em relatório sobre Lacunas na Prevenção, a agência pede mais empenho político e um maior investimento dos países em áreas como a promoção do preservativo. A meta é baixar o número de novas infeções para menos de meio milhão até 2020.

Urgência

Mesmo com o aumento do uso da “camisinha” nas últimas duas décadas, o método de proteção foi usado na última relação sexual com um parceiro não regular numa taxa entre 80% e 30% nos países.

Por isso, a agência pede urgência aos governos no reforço, na procura e na oferta de preservativos e lubrificantes.

Na Declaração Política de 2016, os Estados definiram que 20 mil milhões de preservativos deviam ser destinados por ano a países de rendas baixa e média para acabar com a epidemia até 2020.

Via sexual

No ano passado, cerca de 1,9 milhão de pessoas com mais de 15 anos foram infetadas com o vírus da Sida. A grande maioria foi por via sexual. O estudo revela que 500 milhões adquiriram clamídia, gonorreia, sífilis ou tricomoníase.

O documento realça que várias nações ainda não definiram “metas ambiciosas sobre a distribuição de preservativos, e que além de o uso do método ser ineficiente há lacunas na procura e na oferta.”

Adolescentes e mulheres

As iniciativas com preservativos não abordam barreiras ao acesso e uso dos meios de proteção pelos jovens, em especial as adolescentes, mulheres, homossexuais e profissionais do sexo.

O Onusida alerta que a maioria dos governos não planeia distribuir lubrificantes nos seus planos estratégicos nacionais ou programas de preservativos.

Um exemplo é o de África que o financiamento internacional estagnado para comprar preservativos este ano. Em várias nações, os fundos nacionais para esse objetivo não sobem até chegar ao nível desejado.

Estima-se que a lacuna de preservativos na África Subsaariana foi de mais de 3 mil milhões de unidades, e que a região precisa do dobro.

 

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