ONU manda enviado a Cuba após colombianos recusarem acordo de paz
BR

3 outubro 2016

Secretário-geral disse que expectativa era de “resultado diferente” na votação de domingo que recusou a proposta de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo, Farc-EP.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O secretário-geral das Nações Unidas afirmou que desejava um resultado diferente do plebiscito na Colômbia. Após a votação de domingo sobre o “sim” ou “não” ao acordo de paz do governo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo, Farc-EP, os colombianos rejeitaram a proposta de paz nos termos atuais.

Ban, que está em visita oficial a Genebra, na Suíça, disse a jornalistas que mandou o enviado especial dele na Colômbia a Cuba para discutir o assunto.

Compromisso

O chefe da ONU disse que a viagem do representante especial dele na Colômbia, Jean Arnault, foi de emergência para continuar reuniões sobre o tema. Ban contou que ficou animado pelo compromisso do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e do comandante das Farc-EP, Timoleón Timoshenko, com a paz. O líder das Nações Unidas lembrou do encontro que teve com os dois, na semana passada, durante a assinatura do acordo em Cartagena, que foi presenciada por vários chefes de Estado e Governo.

Segundo agências de notícias, o plebiscito obteve 50,2% de votos contra a proposta de paz e o sim à iniciativa contou com 49,7%.

O acordo é resultado de mais de quatro anos de negociações em Havana, Cuba, e segundo o presidente colombiano de outros dois anos de conversas secretas. Os rebeldes das Farc-EP e as tropas do governo mantiveram um conflito armado por mais de 52 anos.

Destruição de armas

A Missão da ONU para monitorar e verificar o acordo de paz tem como mandato observar o processo de abandono e destruição de armas a partir da entrada em vigor do acordo, o que só aconteceria caso os colombianos dissessem sim ao plebiscito. A Missão foi aprovada em janeiro deste ano e teve grande parte de seu contigente, de observadores desarmados, enviada nos últimos meses. O plano da missão é concentrar pelo menos 450 observadores no processo de desarticulação dos acampamentos das Farc-Ep na Colômbia.

*Apresentação: Monica Grayley.

 

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