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Mais acesso a máquinas é essencial para agricultores da África Subsaariana

As máquinas agrícolas ajudam os pequenos agricultores a aumentar a sua produção. Foto: FAO/Swiatoslaw Wojtkowiak

Mais acesso a máquinas é essencial para agricultores da África Subsaariana

FAO defende avanços na produtividade rural, desde que equipamentos sejam compatíveis com normas ambientais voltadas para a sustentabilidade; 66% da força de trabalho agrícola em África ainda é humana.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, lançou esta quinta-feira um relatório sobre acesso a máquinas agrícolas na África Subsaariana.

A agência afirma que a região pode se beneficiar bastante do uso de equipamentos que respeitem o meio ambiente. O custo também precisa ser acessível para a África Subsaariana e as máquinas devem estar adaptadas às condições do clima local.

Modernidade

Segundo a FAO, o trabalho humano representa 66% da força usada para preparar a terra para o cultivo na África Subsaariana. A taxa ainda é muito alta, se comparada com 30% no sul da Ásia e com índices ainda menores na América Latina.

A agência explica que a “mecanização” da agricultura cobre todas as áreas agrícolas e tecnologias de processamento, desde ferramentas simples e básicas até os equipamentos motorizados mais modernos e sofisticados.

Impactos

O chefe do Departamento de Agricultura da FAO, Ren Wang, destaca não haver dúvidas de que o uso de máquinas “é essencial para a agricultura da África Subsaariana e tem o potencial de transformar vidas e economias de milhões de famílias a viver em zonas rurais”.

Com as máquinas, os pequenos agricultores podem ampliar sua produção, além de permitir que integrantes de uma família procurem empregos fora da área rural.

Essa modernização pode ser alcançada com a ajuda do setor privado e com intervenções do setor público que ajudem os agricultores a receber incentivos para a compra da maquinaria.

O relatório da FAO mostra que existem empresas da Argentina, Brasil, China e Índia que focam na transferência de tecnologia para os pequenos agricultores. Cooperativas no Benim e na Nigéria têm tido sucesso no fornecimento de máquinas para os produtores.