Pesquisa da OMS diz que discriminação de idosos é generalizada
BR

29 setembro 2016

Maioria das pessoas que participaram do estudo da agência da ONU acha que os idosos não são respeitados; especialistas disseram que discriminação tem efeito negativo sobre a saúde física e mental das pessoas mais velhas.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta que discriminação e atitudes negativas contra idosos têm efeito ruim sobre a saúde física e mental dessas pessoas.

O documento mostra ainda que tanto a discriminação como as atitudes negativas contra as pessoas mais velhas são generalizadas em todo o mundo.

Brasil

A avaliação da OMS foi feita com mais de 83 mil pessoas em 57 países. Entre os dados que chamaram a atenção dos especialistas estão o fato de que 60% dos entrevistados acham que os idosos não são respeitados e que os níveis mais baixos desse desrespeito foram registrados em países ricos.

No Brasil, a OMS diz que os idosos vão representar 20% da população até 2040, um processo considerado muito rápido, segundo os especialistas.

O relatório cita alguns projetos implementados no país que trouxeram benefícios para pessoas mais velhas, como por exemplo o acesso a remédios gratuitos através de serviços de saúde pública ou do programa nacional de saúde familiar.

Um outro projeto mencionado no relatório é do Centro para Estudo e Pesquisa sobre o Envelhecimento, lançado em 2012, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.

O objetivo é o de fornecer cuidado de saúde adequado às pessoas idosas. Outro ponto citado pela OMS foi a Política Nacional sobre Saúde e Envelhecimento criada em 2006, que chamou a atenção para as necessidades da população que está envelhecendo.

Depressão e Isolamento Social

A agência da ONU declarou que os idosos se sentem como um peso e acham que suas vidas são menos valiosas. Com isso, aumenta o risco de depressão e de isolamento social.

Uma pesquisa recente mostrou que as pessoas mais velhas que veem o envelhecimento de forma negativa não se recuperam bem de problemas de saúde e vivem, em média, 7,5 anos menos do que os idosos com atitude positiva.

Até 2025, o número de pessoas com mais de 60 anos vai dobrar no mundo e em 2050, deverá atingir a marca de 2 bilhões de idosos. A maioria deles vai estar em países de baixa e média rendas.

 

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