FMI termina missões a dois países africanos lusófonos

28 setembro 2016

Equipa afirma que economia de São Tomé e Príncipe continua bem, apesar de desafios; realização das eleições presidenciais tiveram impactos negativos em projetos de investimento externo; ambiente na Guiné-Bissau também melhorou.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma equipa do Fundo Monetário Internacional, FMI, encerrou esta quarta-feira uma visita oficial a São Tomé e Príncipe, para revisar a situação económica do país.

O chefe da missão do FMI, Maxwell Opoku-Afari divulgou um comunicado a afirmar que a economia do país “continua a ter boa performance, apesar de desafios”.

Eleições

O crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, está calculado em 4%, um pouco menor que a projeção anterior de 5%. Segundo o FMI, isso reflete atrasos no financiamento ao país devido às eleições presidenciais ocorridas em julho e agosto.

Para o órgão, as eleições tiveram impactos negativos na execução de projetos de investimento financiados com dinheiro externo e o pouco aumento de crédito. A inflação aumentou 5,5% em agosto na comparação com dezembro.

Importações

Ainda assim, a perspectiva do FMI é de crescimento de curto prazo favorável, já que o governo são-tomense está a ampliar esforços para tratar das restrições de abastecimento que tem causado impacto na importação de bens e de capital.

A equipa do FMI teve encontros com o presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, com ministros e representantes do setor privado e de bancos.

Guiné-Bissau

No início da semana, uma outra missão do Fundo Monetário Internacional foi concluída na Guiné-Bissau, liderada por Felix Fischer. Foi feita a revisão do programa de crédito, que visa melhorar a situação fiscal do país, ampliar reformas e aumentar as parcerias com o setor privado e assim, criar empregos.

Na conclusão da visita a Bissau, Fischer declarou que o “ambiente político no país melhorou e as autoridades estão determinadas em apoiar o programa de crédito”.

As discussões do FMI com o governo foram focadas no programa económico, com reforço da transparência orçamentária, investimentos públicos e controlo do débito.

Perspectivas

O representante do órgão afirma que a segurança na Guiné-Bissau tem se mantido estável nos últimos seis meses. As perspectivas económicas de curto e médio prazos continuam positivas, especialmente após a boa colheita de caju.

O FMI calcula que graças ao aumento dos preços globais, haverá aumento da produção de castanha de cajú e crescimento económico de 5%. A inflação de preços ao consumidor, que foi de 1,5% em 2015, deve continuar baixa.

A missão do FMI teve reuniões com o presidente guineense, José Mário Vaz, com o primeiro-ministro Baciro Djá, com ministros e o presidente do Banco Central.

 

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