Combate a tráfico humano e migração forçada é tema de encontro na ONU
BR

23 setembro 2016

Enviado especial das Nações Unidas para Prevenção ao Genocídio, Adama Dieng, ressaltou exploração e abuso que refugiados e migrantes sofrem em países de trânsito ou origem.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

O combate ao tráfico humano e à migração forçada é tema de um evento realizado nesta sexta-feira na sede da ONU, em Nova York, às margens da 71ª Assembleia Geral da ONU.

O encontro debate ação nacional, regional e internacional para enfrentar a questão e como governos, ONU e instituições religiosas podem cooperar na resposta.

Prevenção ao Genocídio

A consulta dá seguimento à reunião de alto nível da ONU sobre refugiados e migrantes, realizada em 19 de setembro.

O enviado especial da ONU para Prevenção ao Genocídio, Adama Dieng, ressaltou que desde a Segunda Guerra Mundial não havia tantas pessoas não fugindo de suas casas buscando um lugar de maior segurança.

Ele afirmou que “embora o sofrimento e morte de migrantes e refugiados tentando atravessar o mar Mediterrâneo têm sido documentado, menos atenção tem sido dada à exploração e abuso que eles sofrem em países de trânsito ou origem”.

Instituições Religiosas

A reunião foi organizada pelo Escritório da ONU sobre Prevenção ao Genocídio e a Responsabilidade de Proteger, o Conselho Mundial de Igrejas, o Centro Kaiciid de diálogo, em cooperação com as missões permanentes da Itália e da Espanha, o Instituto de Estudos Estratégicos e Democracia de Malta e a Parceria Internacional sobre Religião e Desenvolvimento Sustentável.

Segundo os organizadores, entidades religiosas têm estado entre as primeiras a fornecer ajuda em emergências. Elas também oferecem apoio “material, espiritual e moral a refugiados e migrantes para que lidem com desafios específicos”.

Acompanhe na Rádio ONU a cobertura da 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU.

*Apresentação: Mônica Grayley.

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