FAO e PMA fazem parceria para eliminar fome em Madagáscar

26 setembro 2016

Objetivo é apoiar medidas de emergência de segurança alimentar em áreas afetadas pela seca; diretor-geral da FAO diz que espera que estratégia dê resultados em quatro meses.

Monica Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Duas agências das Nações Unidas estão a cooperar para promover a segurança alimentar em Madagáscar. O Programa Mundial de Alimentação, PMA, e a Organização para Agricultura e Alimentação, FAO, iniciaram uma missão conjunta ao país em 19 de setembro.

O objetivo é assistir com medidas urgentes a áreas e famílias afetadas pela seca em várias regiões no sul do país africano, situado no Oceano Índico. Mais de 1,4 milhão de pessoas estão a sofrer com falta de comida incluindo 600 mil que precisam de ajuda imediata.

El Niño

As secas em Madagáscar persistiram nos últimos três anos e afetaram as colheitas. A situação ficou ainda mais grave com a passagem do El Niño.

Nesta entrevista à Rádio ONU, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, falou dos planos da agência para aliviar a situação.

“Temos gente levantando as informações casa por casa no sul de Madgáscar. Sabemos que tem hoje 600 mil famílias prestes a entrar na fase de fome absoluta. Só para lembrar que da última vez que tivemos isso no mundo foi na Somália em 2011. E morreram 200 mil pessoas de fome.”

Desde o início deste ano, a distribuição de alimentos atendeu 300 mil pessoas em Madagáscar nas sete áreas mais afetadas. Ajuda suplementar está a ser dada a 70 mil grávidas e mulheres que amamentam além de crianças com menos de cinco anos de idade.

Mudanças climáticas

Para Graziano da Silva, o esforço das agências da ONU, do país e de parceiros deve valer a pena. Ele citou o caso anterior da Somália e disse que é possível reverter a situação.

“Em seis meses, nós acabamos com a fome na Somália. E eu estou convencido que em quatro meses nós acabaremos com a fome em Madagáscar.”

O diretor-geral da FAO afirmou que uma das maiores ameaças aos países em desenvolvimento e os mais pobres são as mudanças climáticas. No caso específico de Madagáscar o fenómeno do El Niño serviu para piorar a situação.

*Apresentação: Denise Costa

 

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