Angola quer um membro permanente africano do Conselho de Segurança
BR

22 setembro 2016

Na Assembleia Geral, vice-presidente angolano destacou reforma do órgão; Manuel Vicente prometeu ratificação, em breve, do Acordo do Clima de Paris; representante apelou para atenção especial a crises em África.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, destacou esta quinta-feira que África merece estar entre os membros permanentes do Conselho de Segurança. A declaração foi feita no seu discurso na 71ª Assembleia Geral da ONU.

“A República de Angola é a favor do alargamento do número dos membros permanentes e não-permanentes do Conselho de Segurança por forma a torná-lo mais representativo e mais bem apetrechado na sua capacidade de resposta na solução dos conflitos. Por essa razão, reiteramos o direito do continente africano de estar representado entre os membros permanentes do Conselho de Segurança, conforme o Consenso de Ezulwini.”

Mandato

Em dezembro, o país termina o seu mandato de dois anos como membro não-permanente do órgão.

No seu discurso, o vice-presidente angolano destacou o compromisso de Angola com a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Acordo de Paris

Manuel Vicente revelou que o país quer ratificar “no mais curto espaço de tempo possível” o Acordo de Paris sobre Mudança Climática.

O representante afirmou que o tratado é um valioso instrumento de ação, ambicioso, equilibrado e equitativo, e que a sua entrada em vigor vai estimular os esforços coletivos para se controlar o aquecimento global.

“A República de Angola representa somente 0,17% das emissões de gases com efeito de estufa, contudo os efeitos das alterações climáticas já são sentidos entre nós de muitas formas, evidenciadas pelo agravamento e encurtamento dos ciclos de seca e alta precipitação, que colocam em risco a agricultura, infraestruturas sociais e económicas e o aumento da incidência de várias endemias.”

Angola defendeu o apoio internacional ao processo de estreitamento das relações entre Cuba e os Estados Unidos. A expectativa do país é que “seja levantado o bloqueio económico, comercial e financeiro impostos à ilha”.

Unidade

O responsável apresentou Angola como um “país estável, do ponto de vista político e social, onde se regista uma maior consolidação da unidade, da reconciliação nacional e das suas instituições”.

O pronunciamento apela à especial atenção às crises em países como Líbia, Mali, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Sudão, Sudão do Sul, Somália e Burundi.

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