Guiné-Bissau está “fortemente empenhada” com a Agenda 2030

21 setembro 2016

Declaração do presidente foi feita esta quarta-feira na Assembleia Geral; José Mario Vaz garante que ninguém foi morto ou preso por razões políticas; chefe de Estado também menciona combate ao terrorismo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Em seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente da Guiné-Bissau aproveitou a ocasião para ressaltar a importância do desenvolvimento sustentável.

José Mário Vaz falou à plenária do órgão na tarde de quarta-feira, hora local em Nova York. O presidente garantiu que o seu país “está empenhado na implementação da Agenda 2030”.

17 Objetivos

“Nesta perspetiva, regozijamo-nos pelo facto do nosso Plano Nacional de Desenvolvimento estar alinhado com grande parte dos objetivos que compõem a Agenda 2030 e também pela vontade política das autoridades nacionais de reajustar progressivamente este plano estratégico, tendo em vista acomodar integralmente os 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”

O presidente garante que a Guiné-Bissau possui capital natural importante para o desenvolvimento e para a preservação do ambiente na África Ocidental.

Crise Política

José Mário Vaz aproveitou a oportunidade para destacar a situação política do país e o recente acordo assinado pelo presidente da Assembleia Nacional Popular, o primeiro-ministro e os principais partidos políticos.

O chefe de Estado reforçou seu compromisso para a consolidação da paz e da estabilidade e garantiu que a crise não é mais político-militar, mas sim “político-institucional”.

Liberdade de Expressão

“Não houve um único disparo de armas por parte dos militares e paramilitares; ninguém foi morto ou espancado por razões políticas; não foram registados casos de prisões arbitrárias; há liberdade de expressão, de imprensa e de manifestação; não se colocam questões de violações de direitos humanos.”

José Mário Vaz pediu o apoio das Nações Unidas no processo de reconciliação nacional e para a concretização da reforma do sector de Defesa e de Segurança.

O presidente guineense falou também sobre combate as ameaças do terrorismo e do tráfico de drogas. Mário Vaz lembrou que África Ocidental é alvo de ações terroristas, que são manifestações “insuportáveis da barbárie e do desprezo dos valores sagrados da humanidade”.

Sobre a mudança climática, o chefe de Estado lembrou que a Guiné-Bissau é um país costeiro e risco de subida do nível do mar é “grande ameaça para o território” da nação, por isso combater o problema é prioridade.

*Apresentação: Denise Costa.

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