Com eleições em vista, Somália é tema de encontro de líderes mundiais

22 setembro 2016

Reunião de alto nível ocorreu às margens da 71ª Assembleia Geral, onde foi destacado um novo futuro para um país marcado pelo conflito; vice-secretário-geral aplaude promessa de garantir espaço para as mulheres no Parlamento.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Líderes mundiais presentes na ONU participaram de um encontro para discutir a situação na Somália. A reunião de alto nível foi um dos eventos paralelos à 71ª sessão da Assembleia Geral, a decorrer em Nova Iorque.

Para o vice-secretário-geral da ONU, o governo e o povo da Somália enfrentam um trabalho árduo na busca de um novo caminho, um novo futuro para um país desgastado por conflitos e pela pobreza.

Mulheres

Jan Eliasson lembrou do processo eleitoral que está a ser lançado no país, tendo em vista escolher um novo presidente e um novo Parlamento. Aproximadamente 14 mil somalis vão participar da seleção dos parlamentares.

O vice-chefe da ONU aplaude o compromisso dos líderes da Somália em reservar para as mulheres uma entre três cadeiras do novo Parlamento.

Preparativos

Eliasson considera o processo eleitoral “um marco”, mas acredita que só irá funcionar se os políticos agirem de forma responsável e em equipa. O representante da ONU pede aos partidos políticos para garantirem um processo eleitoral pacífico e de credibilidade.

Na avaliação de Eliasson, o novo governo “não poderá perder tempo para enfrentar desafios”. Ele sugere que os preparativos para as eleições de 2020 comecem urgentemente e lembra que é essencial que todos os somalis participem do processo.

Fome

Jan Eliasson falou também sobre o apoio que o país precisa receber para prevenir e conter o extremismo violento. Ajudar o desenvolvimento da Somália deve ser outra prioridade para a comunidade internacional.

A reunião de alto nível sobre o país contou com a participação dos governos da Etiópia, Itália, Reino Unido, Somália, além de ter a contribuição de entidades como União Africana e União Europeia.

Esta semana, o coodenador humanitário da ONU para a Somália, Peter de Clercq, revelou que mais de 40% da população, ou 5 milhões de pessoas, não têm comida suficiente. Os números incluem 300 mil crianças menores de cinco anos de idade que estão desnutridas.

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