Presidente de Portugal pede que ninguém ceda ao medo por causa do terrorismo
BR

20 setembro 2016

Marcelo Rebelo de Sousa fez seu primeiro discurso nos debates de alto nível da Assembleia Geral da ONU desde que foi eleito; chefe de Estado também diz que mares e oceanos são prioridade para o país.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Marcelo Rebelo de Sousa fez seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU como presidente de Portugal na noite de terça-feira. Em Nova York, o chefe de Estado começou descrevendo um “mundo cada vez mais complexo” e reiterou o compromisso firme e permanente de Portugal com as Nações Unidas.

Segundo Rebelo de Sousa, adotar uma política de prevenção da violência e de manutenção da paz e da segurança deve ser prioridade dos países. O presidente avalia que ações preventivas na África, por exemplo, são essenciais para evitar crises no continente.

Terrorismo

Ele reforçou a contribuição de Portugal para os contingentes militares da ONU, em especial para as missões de paz no Mali e na República Centro-Africana. Na Assembleia Geral, Marcelo Rebelo de Sousa também citou ataques frequentes contra a humanidade.

"O terrorismo não pode ser tolerado. A comunidade internacional sob o mandato das Nações Unidas tem o direito legal e o dever moral de pôr fim a este flagelo designadamente ao Daesh. Não cederemos ao medo nem abdicaremos dos nossos valores e princípios nomeadamente na defesa dos direitos humanos."

Conflitos Internacionais

O presidente português disse que a luta contra a radicalização, o extremismo violento e a xenofobia pede a promoção de valores como “paz, tolerância, dignidade humana e solidariedade”.

Durante o discurso, ele mencionou crises no Oriente Médio, como o conflito entre israelenses e palestinos; na África, mencionando a Guiné-Bissau; na América Latina, reforçando seu apoio à paz na Colômbia e destacou a crise de refugiados e migrantes.

Idioma

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou também que mares e oceanos são uma prioridade para Portugal e disse que a conservar e evitar a exploração dos oceanos são esforços que pedem mobilização global.

O presidente de Portugal encerrou o discurso fazendo uma homenagem à língua portuguesa.

"Da minha língua vê-se o mar. Escreveu um grande prosador português, Vergílio Ferreira. E foi nessa língua, o português, partilhada por 260 milhões de falantes, e inspirado pelo mar que nos une a todos, todos os oceanos, eu lhe desejo e vos desejo a todos também os maiores sucessos na sessão que iniciamos do novo presidente eleito da Assembleia Geral."

Marcelo Rebelo de Sousa também reiterou o apoio de Portugal com o próximo secretário ou secretária-geral da ONU. O atual chefe da organização, Ban Ki-moon, deixa o cargo no dia 31 de dezembro e seu substituto será eleito pela Assembleia Geral até o fim do ano.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud