Metade das famílias de zonas rurais africanas têm um integrante que migrou

20 setembro 2016

FAO sugere mais oportunidades para que essas pessoas não precisem sair de seus países; nações em desenvolvimento abrigam 75% dos civis que enfrentam insegurança alimentar.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, chama a atenção para os moradores de zonas rurais que buscam oportunidades de vida em outros países.

Durante reunião de alto nível na sede da ONU, o diretor-geral da agência explicou que nas áreas rurais de países em desenvolvimento vivem mais de 75% das pessoas mais pobres do mundo ou a sofrer de insegurança alimentar.

Oportunidades

Em muitos países de África, mais da metade das famílias em zonas rurais têm pelo menos um integrante que já migrou para outro país. O director da FAO, José Graziano da Silva, disse que o primeiro passo deve ser criar oportunidades para que essas pessoas permaneçam em seus países.

O chefe da agência declarou que “a migração deveria ser uma escolha e não um último recurso desesperado” para essas pessoas. O total de migrantes internacionais chega a 244 milhões. Destes, 65 milhões foram obrigados a fugir das suas casas devido a conflitos ou desastres naturais.

Mas segundo a FAO, em regiões em conflito, 87% das pessoas não fogem, apesar de não terem comida suficiente. Os países do mundo que mais abrigam refugiados e migrantes são Turquia, Líbano, Etiópia e Jordânia.

Leia e oiça todas as reportagens sobre a Reunião de Alto Nível da ONU sobre Refugiados e Migrantes.

 

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