Uganda: sul-sudaneses beneficiam de “grande operação de ajuda”

19 setembro 2016

Avião transportou mais de 100 toneladas de artigos de ajuda de emergência; 90% dos recém-chegados ao país são mulheres e crianças; Mais de 110 mil sul-sudaneses devem chegar até o território ugandês até o fim do ano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, iniciou uma “grande operação de ajuda” para milhares de refugiados no Uganda que fogem da violência e das violações dos direitos humanos no Sudão do Sul.

No domingo, mais de 100 toneladas de artigos de ajuda de emergência foram transportadas por via aérea para a área ugandesa de Entebbe. O carregamento inclui milhares de mosquiteiros, colchonetes, lençóis, utensílios de cozinha e candeeiros solares.

Auxílio

A distribuição em território ugandês ocorre em áreas de assentamento de refugiados em distritos como Adjumani, Arua e Kiryandongo e Yumbe.

O Acnur alerta que os recém-chegados ao país são “desproporcionalmente jovens e do sexo feminino”. Cerca de 90%  destes são mulheres ou crianças com menos de 18 anos.

O fenómeno, que está por detrás de desafios da resposta humanitária, inclui prevenção e tratamento da violência sexual e baseada no género e proteção da criança.

Grande Pressão

A parceria com as linhas aéreas dos Emirados Árabes Unidos ocorre dias depois de ter sido atingida a marca de 1 milhão de sul-sudaneses em busca auxílio nos países vizinhos. Mais de 185 mil entraram no país somente na semana passada.

Em pouco tempo, o Uganda passou a acolher o maior número de refugiados sul-sudaneses da região, o que coloca grande pressão sobre os recursos para dar resposta humanitária aos necessitados.

Fuga

As reservas de produtos essenciais baixam quando milhares continuam a fugir diariamente para o país vizinho. O Acnur prevê que a situação piore e que mais de 110 mil pessoas cheguem ao Uganda antes do fim do ano.

Até o momento a agência recebeu um quinto dos U$ 701 milhões necessários para prestar assistência adequada aos refugiados sul-sudaneses em 2016. A grave falta de financiamento ameaça minar a eficácia da resposta humanitária para a entrega dos serviços mais básicos, destaca a agência.

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