Especialistas em direitos humanos finalizam visita ao Sudão do Sul

16 setembro 2016

Grupo passou uma semana no país africano; integrantes da comissão devem voltar à nação no fim do ano antes de apresentar um relatório ao Conselho de Direitos Humanos em março próximo.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

Uma Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas para o Sudão do Sul concluiu uma visita ao país para conhecer de perto a situação dos sul-sudaneses em meio à violência enfrentada pela nação africana.

Durante uma semana, os três integrantes da Comissão reuniram-se com membros do governo sul-sudanês, do Parlamento e do Judiciário. A Comissão também encontrou-se com diplomatas, funcionários das Nações Unidas e da Missão da ONU no país, Unmiss, representantes da sociedade civil e deslocados internos.

Inquéritos

A presidente do grupo, Yasmin Sooka, falou sobre a viagem a Bentiu e a Malakal, onde visitaram sítios de proteção de civis, que abrigam os deslocados internos. Os especialistas em direitos humanos discutiram temas como prestação de contas, especialmente em relação a inquéritos conduzidos ou solicitados ao governo.

Outros assuntos foram o estabelecimento de um Tribunal Misto para o Sudão do Sul, uma emenda ao Código Penal para incluir crimes internacionais e a criação da Comissão de Verdade, Reconciliação e Recuperação.

Violência sexual

Os especialistas da ONU também mencionaram as condições deploráveis enfrentadas pelos deslocados internos. A equipe não teve acesso ao sítio de proteção em Juba por questões de segurança.

Para a Comissão, é “profundamente preocupante” o lento progresso feito na implementação do Acordo de Paz para pôr fim ao conflito e às violações de direitos humanos.

Num encontro com mulheres em alguns sítios de proteção, os especialistas ouviram relatos de violência sexual, incluindo estupros coletivos por homens uniformizados.

Relatório

Um outro integrante da Comissão, Kenneth Scott, afirmou que jornalistas e membros da sociedade civil estão sendo vítimas de acosso e intimidações. Scott disse que a impunidade e a falta de prestação de contas em crimes graves é um entrave à paz duradoura.

Ao deixar o Sudão do Sul, a Comissão foi a Adis Abeba para uma reunião com a União Africana.

Os especialistas pretendem retornar ao Sudão do Sul antes do fim do ano. Em março de 2017, eles devem apresentar um relatório ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud