Acesso à internet móvel em África sobe 54%

15 setembro 2016

Relatório “O Estado da Banda Larga”, divulgado por comissão da ONU, afirma que quase 4 mil milhões de pessoas não estão conectadas no mundo; Nigéria é um dos países onde o acesso é menor; custos do serviço em África são altos.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Comissão de Banda Larga da ONU para o Desenvolvimento Sustentável divulgou esta quinta-feira um relatório a afirmar que 3,9 mil milhões de pessoas no mundo não têm acesso à internet.

Segundo o documento “O Estado da Banda Larga 2016”, a Nigéria está entre os seis países que abrigam 55% da população offline. As outras nações são China, Índia, Indonésia, Paquistão e Bangladesh.

Telemóveis

Ao mesmo tempo, o total de assinaturas de internet pelo telemóvel ou outros aparelhos móveis está a crescer e deve alcançar 3,6 mil milhões de inscrições até o fim do ano.

Em África, o alcance da banda larga móvel já subiu 54% em relação ao ano passado. A maioria das assinaturas de telemóveis está localizada em países de rendas baixa ou média.

Somente no continente africano, são mais de 560 milhões de telemóveis a funcionar. Os aparelhos smartphones são o principal meio utilizado pelos africanos para checar a internet.

Soluções

O documento cita como exemplos Ruanda, Quénia e Uganda, onde a população espera que iniciativas para levar internet às residências alcancem todas as partes dos países no futuro.

A Comissão da ONU explica que a comunicação móvel foi uma das principais responsáveis pelo crescimento económico e social da atualidade e continuará a indicar muitas das soluções necessárias para os desafios de desenvolvimento do mundo.

Preço

Mas o relatório chama a atenção para os custos da internet: a banda larga custa o equivalente a 1,7% da renda média das famílias dos países desenvolvidos. Já nos países em desenvolvimento, o custo é de 31%. Porém, quem vive em África paga ainda mais caro: o pacote de banda larga mensal custa 64% da renda média.

Outro facto que chama a atenção tem a ver com leis voltadas à segurança cibernética: em África, menos de quatro entre 10 países têm leis voltadas à proteção de dados e privacidade dos usuários da internet.

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