Vice-chefe da ONU destaca importância da prevenção a “crimes atrozes”
BR

6 setembro 2016

Princípio da “Responsabilidade de Proteger” foi adotado pelos Estados-membros da ONU em 2005; Jan Eliasson afirmou que houve avanços, mas mundo continua a ver “brutalidade inconcebível” a civis.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Assembleia Geral da ONU realiza nesta terça-feira uma reunião informal sobre a Responsabilidade de Proteger populações contra genocídio, crimes de guerra, limpeza étnica e crimes contra a humanidade.

O princípio foi endossado por líderes mundiais em Cúpula das Nações Unidas em 2005.

Brutalidade

Falando no encontro, o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, afirmou que embora muito tenha sido conquistado na última década, o mundo continua a ser testemunha de “brutalidade inconcebível” a civis em todo o mundo.

O vice-chefe da ONU destacou pontos que, para ele, serão fundamentais para “superar as barreiras à implementação” da responsibilidade de proteger.

Segundo Eliasson é preciso, em prática, demonstrar seriedade com a questão da prevenção.

Prevenção

Para o vice-chefe da ONU, “todos sabem que a janela de oportunidade é mais ampla nos estágios iniciais de uma crise, no entanto, muitas vezes continua-se a responder a situações apenas quando esta janela começa a se fechar”.

Eliasson destacou que “a proteção de vidas humanas não pode ser vista como estando em contradição a interesses nacionais”.

Recorrência

O vice-secretário-geral também ressaltou a necessidade de maior eficácia em previnir a “recorrência de crimes atrozes”.

Ele defendeu o investimento em paz sustentável e assistência internacional voltada à fortalecer a resiliência dos Estados e sua capacidade em cumprir sua responsabilidade de proteger.

O presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, também falou na abertura do evento, e destacou os três pilares do relatório de 2009 do secretário-geral da ONU sobre a implementação da responsabilidade de proteger.

Segundo Lykketoft, “o primeiro pilar se concentra nas responsabilidades de proteção dos Estados; o segundo, em assistência internacional e capacitação, e o terceiro em resposta decisiva e a tempo”.

O embaixador do Brasil junto às Nações Unidas, Antonio Patriota, também participou do encontro.

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