Sudão do Sul aceita força autorizada pelo Conselho de Segurança
BR

5 setembro 2016

Anúncio foi feito em comunicado conjunto após reunião entre o presidente Salva Kiir e a delegação do órgão da ONU; atualmente, já há cerca de 12 mil soldados de paz das Nações Unidas servindo no país.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas concluiu nesta segunda-feira uma visita de três dias ao Sudão do Sul reafirmando seu apoio à paz no país e reiterando seus pedidos para que o governo realize os compromissos anunciados em um comunicado conjunto.

No domingo, o governo do Sudão do Sul aceitou o envio de uma força de proteção regional de 4 mil soldados recentemente autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU.

Atualmente, já há cerca de 12 mil soldados de paz das Nações Unidas servindo no país.

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O anúncio foi feito em um comunicado conjunto publicado no fim de uma reunião entre o presidente Salva Kiir e a delegação do Conselho de Segurança.

O documento foi lido por um ministro do governo sul-sudanês, Martin Elia Lomoro.

Segundo Lomoro, “para melhorar a situação de segurança, o governo transitório de unidade nacional deu consentimento para o envio, como parte da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, da força de proteção regional, conforme a Resolução 2304 do Conselho de Segurança.

Apelos Desesperados

No sábado, em visita a um local de proteção de civis na capital Juba, a embaixadora dos Estados Unidos junto à ONU, Samantha Power afirmou que os integrantes do Conselho ouviram “apelos desesperados” para que a força fosse enviada rapidamente.

Cerca de 200 mil pessoas estão vivendo locais de proteção de civis da ONU no Sudão do Sul e outras centenas de milhares fugiram do país após mais de dois anos de conflito.

No início de julho, próximo ao quinto aniversário da independência do país, uma nova onda de violência eclodiu na nação mais nova do mundo devido a combates entre forças rivais: o Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, leal ao presidente Salva Kiir, e o Spla na oposição, apoiando o ex-primeiro vice-presidente Riek Machar.

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