Sudão do Sul: “apelos desesperados” por força de proteção
BR

4 setembro 2016

Declaração foi feita pela embaixadora dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, Samantha Power, em visita a campo para deslocados internos na capital Juba; Conselho de Segurança está em missão no país.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York. 

O Conselho de Segurança das Nações Unidas está no Sudão do Sul para avaliar de perto a situação do país. Neste domingo, os integrantes estiveram na cidade de Wau, incluindo em um centro de proteção de civis da Missão da ONU no país, Unmiss.

Cerca de 200 mil pessoas estão vivendo locais de proteção de civis da ONU e outras centenas de milhares fugiram do país após mais de dois anos de conflito no Sudão do Sul.

Apelos Desesperados

No sábado, os 15 integrantes do Conselho de Segurança visitaram um desses locais de proteção em Juba, capital do país.

A embaixadora dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, Samantha Power, falou com jornalistas durante a vista.

Power afirmou que eles ouviram “apelos desesperados para que a Força de Proteção Regional seja enviada rapidamente”, em referência a uma força de 4 mil soldados aprovada em uma resolução do Conselho de Segurança que também renovou o mandato da Unmiss.

Ela afirmou que os integrantes do órgão também “ouviram apelos para que o acordo de paz seja plenamente implementado” e para que a presença dos soldados de paz da ONU seja “mais ativa” para patrulhar e oferecer a proteção.

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Embaixadora dos EUA junto às Nações Unidas, Samantha Power, fala com a imprensa em um local de proteção de civis da ONU em Juba, capital do Sudão do Sul. Foto: Unmiss.

Violência SexualSamantha Power citou ainda relatos de “grande aumento na violência sexual a mulheres que deixam os campos para tentar buscar lenha para poderem cozinhar para suas famílias, seus filhos”. 

Ela disse que “como mãe, pode imaginar essa escolha entre cozinhar para os filhos ou arriscar violência sexual fora do campo”, afirmando que “correria esse risco” e acha que “qualquer mãe faria o mesmo”.

Para a embaixadora americana, esta tem sido uma visita “extremamente importante” porque é a chance do Conselho “ver de perto as consequências humanas do fracasso de líderes políticos em levarem paz de volta a seu país”.

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