OMS elogia Brasil por medidas de combate ao vírus da zika na Olimpíada
BR

2 setembro 2016

Comitê de Emergência afirmou que até agora não houve nenhum registro de casos da doença atletas e outros participantes do evento.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, elogiou o Brasil esta sexta-feira pelas medidas de combate ao vírus da zika adotadas pelo governo antes e durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

A declaração foi feita durante a 4ª reunião do Comitê de Emergência, em Genebra, onde os especialistas disseram que “até o momento, não houve nenhum registro de casos confirmados de zika entre as pessoas e atletas que participaram das Olimpíadas e o retorno deles aos seus países de origem”.

Jogos Paralímpicos

Segundo o comitê, não há motivos para a implementação de qualquer restrição a viagens ou comércio em áreas e territórios afetados pela transmissão do vírus, incluindo o Rio de Janeiro, que vai abrigar os Jogos Paralímpicos a partir do dia 7 de setembro.

Os especialistas discutiram também os últimos acontecimentos em relação ao zika, como a propagação do vírus, histórico da doença e complicações neonatais como a microcefalia e a síndrome Guillain-Barré, que causa paralisia.

Eles avaliaram ainda os últimos dados sobre transmissões do vírus através de relações sexuais.

Depois de considerar as informações apresentadas por Brasil, Estados Unidos e Cingapura sobre as medidas de combate aplicadas contra a zika, o Comitê afirmou que a infecção continua sendo uma preocupação internacional de emergência de saúde pública.

Impacto

Os especialistas recomendaram à diretora-geral da OMS que analise a criação de um plano de resposta e uma infraestrutura apropriada dentro da própria agência da ONU para coordenar os esforços num longo prazo.

O grupo disse que é necessário um conhecimento científico mais profundo sobre o zika, incluindo a parte clínica e de prevenção como também mais pesquisas.

Levando em consideração o impacto que o vírus tem sobre os países mais pobres e com fracos sistemas de saúde, o comitê recomendou que a OMS forneça apoio para vigilância e controle do zika.

Os especialistas do Comitê de Emergência voltam a se reunir dentro de três meses para avaliar novamente a situação.

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