Na Etiópia, líderes religiosos ajudam no combate à violência a mulheres

2 setembro 2016

Segundo ONU Mulheres, 40% das jovens na faixa etária dos 20 anos casaram-se antes dos 18; 74% da mulheres do país enfrentaram mutilação genital; treinamento de agência envolveu plano de ação contra violência de género.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

Uma iniciativa que inclui líderes religiosos na Etiópia pode ajudar a combater a violência a mulheres e a mutilação genital.

Um dos participantes do projeto, que conta com o apoio da entidade ONU Mulheres, é o arcebispo Abune Markos, que já afirmou publicamente acreditar na equidade de género.

Chave

O clérigo também combate o casamento infantil e diz que a educação é poder e chave para a liberdade. Markos é categórico em afirmar que o casamento só pode ocorrer quando as pessoas são adultas, ou seja, com no mínimo 18 anos de idade.

O arcebispo já formou mais de 300 líderes religiosos na Zona Gojam Leste para que eles possam influenciar, de forma positiva, suas comunidades evitando a violência a meninas e mulheres, principalmente em áreas rurais.

Na Etiópia, 40% por centro de todas as mulheres de 20 anos de idade se casaram antes dos 18 anos. E aquelas na faixa etária de 15 e 49 anos, 74% já sofreram mutilação genital.

No final da formação, em fevereiro deste ano, os líderes religiosos apresentaram um chamado à ação de 13 pontos para acabar com essas práticas tradicionais.

Os líderes religiosos afirmaram que, através da formação, as comunidades conseguiram evitar 470 casamentos infantis nos distritos de Guzamn e Sinan, de acordo com os participantes da iniciativa.

A formação foi realizada como parte de uma cooperação com a ONU Mulheres.

 

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