Enviado à Síria volta a defender pausa humanitária para socorrer civis
BR

1 setembro 2016

Staffan de Mistura falou a jornalistas nesta quinta-feira em Genebra; menos de um terço da população sitiada recebeu ajuda em agosto; chefe humanitário da ONU iniciou visita à Jordânia para discutir situação de refugiados sírios.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

Com 13 milhões de pessoas na Síria precisando de assistência humanitária e comboios com ajuda impedidos de chegar a elas, a necessidade de uma pausa nos combates é maior do que nunca.

Essa foi a mensagem do enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, falando a jornalistas nesta quinta-feira em Genebra.

Estados Unidos e Rússia

No entanto, ele disse que um acordo entre Estados Unidos e Rússia para uma trégua de 48 horas estaria levando tempo “demais”, afirmando que suas discussões continuam no que chamou de “nível muito alto”.

Staffan de Mistura afirmou que a ONU está apoiando estas discussões porque está muito interessada em garantir que essa pausa nos combates seja renovada

Combates

Segundo o enviado das Nações Unidas, tudo mais está de lado comparado a isso porque até ajuda humanitária está sendo parada ou não está chegando a lugares por causa da intensificação dos combates.

Mistura citou ainda a situação na cidade de Daraya, que estava sob cerco desde 2012.

Ele afirmou que não haverá uma solução para este conflito a não ser que haja um “processo político genuíno”.

Dentro da Síria, as necessidades humanitárias continuam a crescer e, no mês passado, menos de um terço da população sitiada recebeu ajuda.

Jordânia

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O'Brien, começou nesta quinta-feira uma visita à Jordânia, onde vai se reunir com autoridades para discutir a situação de refugiados sírios, entre outras questões.

O'Brien também deve se encontrar com representantes de organizações humanitárias e internacional para discutir formas de aumentar a resposta humanitária e serviços de proteção aos deslocados.

*Com reportagem de Daniel Johnson, em Genebra, e apresentação de Monica Grayley.

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