Representante da ONU destaca desafios de ações humanitárias na Síria
BR

31 agosto 2016

Em Genebra, vice-porta-voz do Ocha, Jens Laerke, ressaltou que ajuda está sendo entregue a todos que precisam, independente de sua afiliação ou de onde vivem.

Laura Gelbert, Rádio ONU em Nova York.

O vice-porta-voz do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, ressaltou nesta terça-feira o ambiente de trabalho desafiador em que as agências humanitárias das Nações Unidas operam na Síria.

Falando a jornalistas em Genebra, Jens Laerke, destacou que ajuda está sendo entregue a todos os que precisam, independente de sua afiliação ou de onde vivem.

Princípios Humanitários

Laerke afirmou que do planejamento à resposta, o escritório é guiado pela “determinação de prestar assistência às pessoas afetadas por esta crise terrível e de acordo com princípios humanitários fundamentais de humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência”.

De acordo com o Ocha, o conflito na Síria deixou cerca de 13,5 milhões de pessoas precisando urgentemente de assistência humanitária.

As agências humanitárias da ONU responderam aumentando seus programas e alcance, entregando ajuda em todas as partes do país, inclusive através de lançamentos aéreos.

A assistência inclui água potável, comida, suprimentos nutricionais, medicamentos e cuidados de saúde, assim como programas de apoio à educação e proteção, entre outros.

Plano de Resposta

O plano de resposta humanitária, com o qual operam agências humanitárias da ONU e parceiros, precisa de US$ 3,2 bilhões. Até o momento, apenas 33% foram recebidos.

O porta-voz afirmou que o “governo determina quais ONGs com as quais as agências da ONU na Síria têm permissão de trabalhar”.

Laerke ressaltou que se “as agências na Síria não tivessem aceitado isso, não poderiam ter salvo tantas vidas entregando suprimentos e serviços fundamentais para milhões de pessoas em todo o país”.

Ele disse ainda que desde o início de 2016, a “ONU e parceiros na Síria conseguiram chegar a 1,2 milhão de pessoas em áreas sitiadas, de difícil acesso e outras áreas prioritárias”.

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