Pnud cita oportunidades em São Tomé e Príncipe para economias verde e azul

31 agosto 2016

Representante da agência  defende melhor acesso de população nova aos resultados sustentáveis; mais de 66% dos são-tomenses vivem com menos de US$ 1,5 por dia.

Eleuterio Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A diversificação da economia de São Tomé e Príncipe está na mira do apoio  que o sistema das Nações Unidas quer dar ao país, para estimular modelos da economia baseados na sustentabilidade social, económica e ambiental.

O coordenador residente das Nações Unidas, José Salema, disse haver potencial para aproveitar a economia verde num país que já é uma referência em fornecer produtos agrícolas de classe mundial.

Condições

“Por exemplo o cacau, o café e outras filiais agrícolas são sobremaneira importantes para a economia nacional. O trabalho de controlo de solos, da erosão e de melhoramento das vertentes agrárias que existem criam todo um foco numa economia do país. Agora, é preciso desenvolvê-la e criar condições de diversificá-la dando condições a toda uma população, muito nova, de ter acesso aos bens e aos resultados que essa economia poderá criar.”

Dados da ONU revelam que o arquipélago tem cerca de 200 mil habitantes e um rendimento per capita de US$ 1.670.

Economia Azul

O também  representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, no país disse haver muito potencial para a economia azul. O modelo aproveita as inovações com base na natureza.

“A superfície do mar que rodeia o arquipélago é 100 vezes superior à superfície física do arquipélago. Então, o mar é um outro fator importante para o desenvolvimento de programas de economia azul com opções de desenvolvimento tangíveis. É  neste contexto que penso que existem áreas de trabalho e de exploração onde não só o Pnud tem capacidades, e tem assistido o governo no seu desenvolvimento, mas também outras agências.”

Oportunidades

Salema mencionou áreas por explorar como o turismo, segurança marítima e redução de risco de desastres. Ele revelou que várias oportunidades são aproveitadas pelo Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Mundial.

O representante das Nações Unidas renovou o empenho da organização de contribuir para reduzir e erradicar a pobreza no arquipélago, onde mais de 66% das pessoas vivem abaixo da linha da pobreza com menos de US$ 1,5 por dia.

Até 2015, São Tomé e Príncipe cumpriu as metas globais em reação ao ensino primário universal, à igualdade de género e capacitação das mulheres, à melhoria da saúde materna e ao combate ao HIV/Sida, Tuberculose e Malária.

*Apresentação: Denise Costa.

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