Cingapura é a primeira parada de viagem de Ban Ki-moon pela Ásia
BR

29 agosto 2016

Em discursco à Universidade de Gerenciamento de Cingapura, secretário-geral afirmou que instituição está formando novas gerações de líderes globais; ele deve visitar cinco países incluindo Mianmar e China.

Mônica Grayley, da Rádio ONU.

O secretário-geral das Nações Unidas iniciou neste fim de semana uma viagem à Ásia. Ban Ki-moon fez a primeira parada em Cingapura, onde foi recebido na Universidade de Gerenciamento do país.

Ele afirmou que a nação asiática é um exemplo de que um Estado pequeno pode ter um grande impacto.

Educação

O chefe da ONU fez um discurso dentro da Palestra Ho Rih Hwa, em homenagem ao diplomata e empresário de mesmo nome.

Segundo Ban, a Universidade está formando novas gerações de líderes globais.  Ele ressaltou ainda que Cingapura  fez investimentos de longo prazo em educação, assistência médica, empregos, moradia e transporte público.

O líder das Nações Unidas disse que a organização espera a contribuição da nação asiática à Conferência Habitat 3, do ONU-Habitat, que está marcada para outubro, em Quito, no Equador.

Pobreza

Para Ban, Ki-moon, Cingapura representa uma força de estabilidade regional e tem demonstrado solidariedade em sua participação no bloco comum, Asean.

A nação também apoiou a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e está comprometida em implementar os Objetivos de combate à pobreza nos próximos 15 anos.

Ban Ki-moon disse que levará a mensagem de que todos os governos devem ajudar a executar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável aos participantes do Encontro de Cúpula do G-20, ainda esta semana, na China.

Para ele, a tarefa precisa de uma parceria global das nações, organizações, empresas e a sociedade civil para que ninguém fique esquecido no cumprimento das metas.

Violência

Ban também aproveitou o discurso na Universidade de Cingapura para mencionar os conflitos atuais como a guerra na Síria, no Sudão do Sul,  na região do Sahel à Líbia e ao Iêmen, e disse que a violência está forçando milhões de pessoas a deixar suas casas.

Pelo menos 130 milhões de pessoas estão precisando de ajuda humanitária urgente, é o maior caso com o qual a ONU teve que lidar desde sua fundação, 71 anos atrás.

Quase metade dessas pessoas são crianças e jovens.

Ban lembrou que em 19 de setembro, realizará na ONU, em Nova York, o Encontro de Cúpula para Refugiados e Migrantes.  Ele disse que a ocasião será uma oportunidade para formular uma melhor resposta internacional.

 

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