Unfpa em Moçambique lembra que nada justifica violência contra raparigas

29 agosto 2016

Representante do Fundo de População da ONU apela ao envolvimento de todos nesta luta; Bettina Maas fala sobre o papel de factores culturais, como gravidez na adolescência e casamento precoce.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

Eliminar a violência contra mulheres e raparigas é um dos objetivos de várias agências das Nações Unidas em Moçambique. Esta meta faz parte inclusive dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.

Em Maputo, a Rádio ONU foi saber mas sobre a luta. A estudante de economia da Universidade Eduardo Mondlane, Elsa Palmira, lembrou a importância de se denunciar o agressor.

Debate

“ O que a ONU está  fazer é muito importante, porque estamos num país em que a violência é um dos temas de debate em vários paineis. Penso que o enfoque de hoje para a denúncia é muito importante, porque há violência e (isso) todos nós já sabemos, agora o problema é  na hora de denunciar. Todo mundo fica intimidado.”

Por sua vez, a representante do Fundo de População das Nações Unidas em Moçambique, Unfpa, destacou não haver nada que possa justificar a violência contra mulheres e raparigas. Bettina Maas explicou sobre o papel cultural no processo.

“A cultura tem que ser algo dinâmico. Sabemos que algumas questões precisamente no casamento  prematuro e a gravidez precoce estão muitas vezes  ligadas a como se percebem culturalmente nas comunidades e a relação entre homens e mulheres, práticas de algumas componentes de ritos de iniciação e também, obviamente, a questão de masculinidade, que muitas vezes provoca atos de violência.”

Em Moçambique, estatísticas indicam que no último ano, 25% das mulheres sofreram violência fisica, incluindo 7% a sofrer violência sexual. Os parceiros foram responsáveis por provocar a violência em 28% dos casos.

 

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