Agência da ONU alerta que importação de alimentos prejudica África

26 agosto 2016

Alerta foi feito a todos os líderes do continente pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Ifad; reunião tradicional que tem apoio do Japão será realizada pela primeira vez no continente africano.

Mônica Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Todos os anos, África gasta US$ 35 mil milhões para importar alimentos que, se produzidos dentro do continente, poderiam criar vários postos de trabalho na agricultura.

A declaração foi feita pelo presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Ifad, Kanayo F. Nwanze. Ele participa da Sexta Conferência Internacional sobre Desenvolvmiento Africano, Ticad, realizada em Nairobi, capital do Quénia, até o dia 28.

Investimentos

Nwanze leva a mensagem a todos os líderes africanos de que as oportunidades para prosperidade no continente são enormes, mas segundo ele os investimentos precisam ser redirecionados para o setor agrícola.

O continente tem 25% das terras aráveis do planeta. Sozinha, África gera apenas 10% da produção agrícola mundial. Para o chefe do Ifad, os líderes africanos estão a falhar com a população por causa dos investimentos débeis de agricultura e infraestrutura e pela falta de política de apoio para o setor.

A Conferência Ticad é organizada todos os anos pelo Japão com o objetivo de promover diálogo entre os líderes africanos e os seus parceiros. Pela primeira vez, a reunião é realizada no continente. O evento deve terminar em 28 de agosto.

Desemprego

A África é a segunda região do mundo que mais rapidamente cresce. Mesmo assim, mais de 300 milhões de africanos vivem abaixo da linha da pobreza. A maioria em áreas rurais. As taxas de desemprego se aproximam de 40 por cento.

Para o chefe do Ifad, o crescimento económico não está a ser traduzido em combate á pobreza. Segundo ele, os africanos precisam de oportunidades e não de ajudas.

O Japão é um membro fundador do Ifad. A entidade concentra-se em combater a pobreza, aumentar a segurança alimentar e melhorar a nutrição além de fortalecer a resiliência.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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