ONU encerra campanha para combater discriminação a quem vive com HIV
BR

25 agosto 2016

Iniciativa durante os Jogos Olímpicos no Brasil teve como objetivo estimular a prevenção ao HIV na Rio 2016; a última onda de abraços ou “abraçaço”, como ficou conhecida, aconteceu na Praça XV.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

A campanha da ONU #eu abraço de combate à discriminação e para estimular a prevenção ao HIV durante as olimpíadas no Brasil chegou ao fim, na semana passada, com uma grande onda de abraços, ou “abraçaço” como ficou conhecida, na Praça XV, no Rio de Janeiro.

A iniciativa teve como objetivo celebrar o respeito às diferenças e conscientizar brasileiros e estrangeiros  do combate à epidemia de Aids/HIV.

Espírito Olímpico

O movimento contou com o apoio da embaixadora da Boa Vontade da agência da ONU, a jornalista da rede de TV CNN em espanhol, Alejandra Oraa, e da diretora do Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids, no Brasil, Georgiana Braga-Orillard,

“Nós estamos muito felizes com o resultado da campanha, porque os abraçaços foram momentos de compartilhamento que era a ideia mesmo do que a gente estava querendo passar, usando o espírito olímpico que passasse a mensagem de tolerância. E além disso uma mensagem de prevenção. Já foram mais de 400 mil preservativos distribuídos e 200 mil saquinhos de lubrificante. A ideia é deixar um legado de uma mensagem positiva, do abraço. Não tem nada mais brasileiro do que o abraço.”

Já a embaixadora da Boa Vontade da agência da ONU, Alejandra Oraa, comentou o significado da campanha#eu abraço, do Unaids.

Abraçar e Beijar

A jornalista acredita que “todos amam abraçar e beijar”. Segundo ela, “está cientificamente provado que abraçar e ser mais afetivo com os outros é bom não só por questões sociais mas também para a saúde”.

A embaixadora do Unaids disse que “é muito bom o fato de a campanha utilizar o abraço como meio de combater a discriminação”.

Numa mensagem às pessoas que sofrem qualquer tipo de discriminação, ela afirmou que “todos têm o direito de ser quem quiserem ser e não devem deixar nunca ninguém dizer o contrário”.

O evento sobre a campanha contou ainda com a participação das “Drags da Prevenção”, que participam da ONG Grupo pela Vidda. Uma das integrantes do grupo, Karina Karão, descreveu a experiência com o preconceito.

Quebrar Preconceito

“A partir do momento em que a gente está vestida assim, a gente já sofre um preconceito, entendeu? Então a gente tem que quebrar isso. Eu acho que hoje em dia, a gente já conseguiu muita coisa. A gente já conseguiu abrir muitas portas. Quando se faz a campanha e se coloca drags, se torna mais fácil trabalhar. Então isso já é quebrando um preconceito”.

O tamanho de cada gesto é contabilizado na plataforma Abraçômetro — parte virtual da iniciativa que convida as pessoas a publicar fotos de seus abraços e a bater metas de tamanho total de abraços dados ao longo das Olimpíadas.

Acompanhe a participação da ONU na Rio2016.

*Apresentação: Laura Gelbert com reportagem do Unic Rio e da ONU Brasil.

Leia e Ouça:

Entrevista: Georgiana Braga-Orillard 

 

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