Zeid diz que órgão internacional deve investigar violações no Iêmen
BR

25 agosto 2016

Em comunicado, alto comissário de direitos humanos Zeid Al Hussein pediu à comunidade internacional que estabeleça o mecanismo para apurar morte de civis e impacto do conflito sobre o país.

Mônica Grayley, da Rádio ONU.

O alto comissário de direitos humanos da ONU, Zeid Al Hussein pediu à comunidade internacional que crie um órgão para investigar, por completo, violações cometidas no Iêmen.

Um relatório divulgado pelo Conselho de Direitos Humanos, nesta quinta-feira, revela várias alegações de violações e abusos realizados por todos os lados do conflito.  Além disso, o documento destaca o impacto sobre a vida dos civis e da infraestrutura do Iêmen.

Obrigação moral

De acordo com Zeid, 3799 civis foram mortos e 6711 ficaram feridos pela guerra no país entre março de 2015 e 23 de agosto deste ano. Pelo menos 7,6 milhões de pessoas estão sofrendo de malnutrição. Cerca de 3 milhões tiveram que fugir de suas casas por causa dos combates.

O alto comissário da ONU afirmou que a comunidade internacional tem o direito moral de tomar providências urgentes para aliviar o desespero dos iemenitas.

O relatório do Conselho também cita, entre as violações, ataques a áreas residenciais, mercados, postos de saúde e escolas.  Os combatentes estão usando minas terrestres e bombas de fragmentação.

Crianças

Franco atiradores estão alvejando civis e também há assassinatos encomendados.  O documento reporta o recrutamento de crianças e despejos forçados.

O presidente do Iêmen ordenou a criação em setembro do ano passado de uma Comissão Nacional de Inquérito, mas de acordo com o Conselho de Direitos Humanos, a comissão não teria contado com a cooperação de todas as partes envolvidas na guerra.

Segundo Zeid Al Hussein, os civis no Iêmen já sofreram demais nos últimos anos e a falta de justiça e prestação de contas só aumenta esta dor.

Zeid disse que a comunidade internacional não pode continuar tolerando uma situaçã dessas, e pediu ao todos que retornem à mesa de negociações com uma solução duradoura para o fim dos combates.

 

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