Trabalhadores de saúde no Gana usam telemóveis para saúde materna

25 agosto 2016

Agência da ONU revela que 2,8 mil mulheres morreram no ano passado na hora do parto; informações estão a ser registadas em base de dados e revisadas uma vez por semana por equipe médica.

Mônica Grayley, da Rádio ONU.

Um programa que conta com o apoio da telefonia móvel está a ajudar a salvar a vida de mulheres e mães no Gana. Graças a uma parceria com o Ministério da Saúde do Gana e o Projeto Aldeias do Milênio será possível melhorar a recolha de dados dos pacientes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, no ano passado pelo menos 2,8 mil grávidas perderam a vida durante o parto.

Longas distâncias

Uma das parteiras que participam do programa de assistência às mulheres, Mavis Tabi-Boateng, contou que muitas delas viajam longas distâncias para o cuidado pré-natal.

A profissional da saúde lembrou de um dos casos, quando uma mulher de 24 anos viajou 4 quilómetros e por estar a sofrer com uma saúde precária acabou morrendo na hora de dar à luz.

O médico Joseph Mensah-Homiah disse que a perda de vidas é desnecessária. Para ele, o fortalecimento de instalações de saúde é essencial.

Com a iniciativa de utilizar o telemóvel para recolha de dados, as informações podem ser registadas por trabalhadores da saúde, em tempo real, durante as visitas familiares. A telefonia móvel também ajuda a notificar os óbitos e a fazer os registos sobre a causa de morte.

Todas as informações passam a um banco de controlo que é revisado a cada semana pelas equipes médicas. Com isso, os trabalhadores podem acompanhar a saúde de mães e crianças em áreas rurais e que não têm nenhum posto de assistência.

 

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