Meta da África é eliminar a hepatite viral até 2030

22 agosto 2016

Lançado documento que traz quadro de ação para os países do continente implementarem estratégia da OMS; outro objetivo é reduzir total de mortes relacionadas às hepatites B e C em 10%.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A hepatite viral é uma das principais ameaças à saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, e por isso, o continente africano quer eliminar novos casos até 2030.

Esta segunda-feira, foi lançado em Adis Abeba, na Etiópia, um documento sobre prevenção, cuidados e tratamento da hepatite em África. Trata-se de um quadro de ação voltado aos países africanos, para que saibam implementar a estratégia mundial sobre hepatite viral.

Prevenção

O programa aprovado pelo Comité Regional da OMS para África busca parar a transmissão da hepatite viral, intensificar a prevenção e garantir que todos com o vírus tenham acesso ao tratamento.

A directora regional da OMS, Matshidiso Moeti, declarou que durante os próximos cinco anos, África deverá ter menos um terço de infecções crónicas de hepatite B e C.

Consequências

Outra meta do continente é reduzir em 10% o total de mortes relacionadas com as duas formas de hepatite. A infecção do fígado pode ser provocada por cinco vírus distintos: A, B, C, D e E e é um problema de saúde pública muito alastrado na região africana.

Pacientes com hepatite podem vir a ter cancro do fígado ou cirrose. Em todo o mundo, 400 milhões de pessoas têm hepatite B ou C, mais de 10 vezes o total de pacientes que tem o vírus da Sida.

Em África, a hepatite B é altamente endémica, segundo a OMS, e afecta 100 milhões de pessoas, especialmente nas zonas central e Ocidental do continente. Existe uma vacina para prevenir o vírus da hepatite B.

Mundo

Já a hepatite C atinge 19 milhões de adultos e medicamentos orais podem alcançar taxas de cura acima dos 90%.

Em 2013, a hepatite viral foi a sétima maior causa de mortalidade do mundo, quando 1,4 milhão de pessoas perderam a vida com a doença. Atualmente, apenas uma entre 20 pessoas com hepatite sabe que têm o vírus e a cada 100 indivíduos com a condição, somente um recebe tratamento.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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