Unfpa encoraja mulheres a quebrar o silêncio após estupros no Sudão do Sul

22 agosto 2016

Autoridades locais e ONGs recebem meios para socorrer vítimas; agência alerta para aumento drástico da violência sexual em Juba após confrontos de julho; ONU documentou 217 casos de violência sexual na capital do país.

Eleutério Guevane, da rádio ONU em Nova Iorque.*

O Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, anunciou que fornece apoio diverso para garantir serviços após estupros no Sudão do Sul. A medida faz parte do seu apoio à saúde sexual e reprodutiva.

O auxílio financeiro e técnico da agência é dado ao governo, às instituições de saúde e a ONGs que operam no país para o socorro imediato aos necessitados.

Aumento Drástico

Falando à Rádio ONU, de Juba, o responsável de Programas do Unfpa, Abraham Thubo, não mencionou números mas disse ter havido um aumento drástico de casos com destaque para a principal cidade sul-sudanesa.

O responsável sublinhou que poucas vítimas procuram cuidados dentro das 72 horas, dentro das quais pode ser prevenida infeção por HIV ou gerir melhor  outras doenças de transmissão sexual e casos de gravidez.

Dignidade

Thubo disse que quando ocorrem incidentes do género nas comunidades de Juba há pessoas que podem reportar, levar outras ao centro de saúde, à polícia ou aos serviços de proteção. Ele acrescentou que o público pode contar com a confidencialidade, o respeito à dignidade e a segurança nessas ações.

Recentemente, as Nações Unidas anunciaram ter documentado pelo menos 217 casos de violência sexual na capital após os combates entre o exército e as forças da oposição entre os dias 8 e 25 de julho.

Rejeição

O Unfpa destacou que em algumas comunidades é difícil reportar casos porque as vítimas têm receio de ser estigmatizadas. Ele afirmou ainda que estas temem a rejeição nas famílias, retaliação ou têm medo de não casar.

Para quebrar o silêncio a agência anunciou que incentiva várias famílias sobre importância de procurar cuidados médicos e ter acesso aos serviços de proteção.

As atividades no país incluem a entrega de kits saúde reprodutiva para serviços de emergência e para gerir complicações relacionadas ao parto.

*Com reportagem da Rádio Miraya, da Missão da ONU no Sudão do Sul.

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