Unicef diz que financiamento para combater cólera é crucial para Haiti
BR

19 agosto 2016

Declaração foi feita pelo representante da agência da ONU no país; Marc Vincent disse que programas implementados pela ONU reduziram os casos da doença de 350 mil para 36 mil em quatro anos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância no Haiti, Marc Vincent, afirmou que “o financiamento para combater o cólera é crucial para avançar com o desenvolvimento do país”.

Em entrevista exclusiva à Rádio ONU, Vincent disse que os programas de saúde implementados pela ONU conseguiram controlar e reduzir os casos da doença, que passaram de 350 mil, em 2011, para 36 mil casos em 2015.

Eliminar

Ele declarou que o “Unicef está operando em 120 comunidades e aproximadamente 20 mil pessoas não precisam mais fazer suas necessidades ao ar livre”.

Mas Vincent deixou claro que o objetivo da agência é eliminar totalmente o cólera do país. Para isso, ele afirmou que os especialistas vão continuar trabalhando na criação de novos mecanismos de resposta rápida.

O representante da agência da ONU falou também sobre a necessidade de se garantir acesso de longo prazo à água potável e ao saneamento básico.

Vincent falou ainda sobre o plano de intervenção chamada Walsh, que significa em inglês as abreviações para água, saneamento e higiene.

Diarreia

Ele explicou que o cólera está entre as diversas doenças transmitidas através da água. A diarreia, por exemplo, é a segunda maior causa de morte entre crianças no Haiti.

As ações desse programa têm como meta melhorar o acesso à água potável, a banheiros e também mudar o comportamento de higiene da população. Vincent disse que “leva tempo para chamar a atenção das pessoas para os riscos de fazerem suas necessidades a céu aberto”.

O representante do Unicef afirmou que todos devem trabalhar juntos para resolver a situação do cólera no Haiti. Segundo ele, “é importante que todos concordem com as prioridades e que as ações sejam implementadas em 16 comunidades consideradas mais críticas”.

Vincent explicou que desde 2010, mais de 700 crianças morreram e mais de 100 contraíram a doença.

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