ONU prioriza comunicação para acabar com a malária em São Tomé e Príncipe

19 agosto 2016

Representante da organização no país revela que ainda é preciso realizar ações de prevenção; país recebeu vários prémios internacionais pelos sucessos no combate à doença; responsável quer maior capacidade de resposta local.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O coordenador residente do Sistema das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe afirmou que a capacidade de resposta à malária deve ser sustentável para manter os avanços recentes do país.

Falando à Rádio ONU, de São Tomé, José Salema lembrou os três prémios internacionais de excelência da União Africana ganhos porque foi atingida a meta de fazer recuar a incidência da doença até ao ano passado.

Desafios

Mas Salema mencionou que há desafios e áreas que merecem prioridade porque “a doença ainda não foi erradicada” em território são-tomense.

“Depois deste esforço que foi feito vemos é preciso manter com toda a força três áreas. Uma é comunicação, comunicação, comunicação. Eu sublinho a palavra comunicação pois, com o estado de pré-eliminação, o contexto de combate à malária relançou-se um bocado. Eram necessário reforçar pois a malária e as operações de prevenção ainda são necessárias e continuam a ser um desafio de forma que se chegue à erradicação.”

Em 2014, o país não apresentou nenhum caso da doença na sequência de uma queda acima de 90% observada entre 2001 e 2010. O custo do combate à malária em São Tomé e Príncipe caiu mais de 98%.

Resposta

Salema defende ações do governo, seus parceiros e ONGS para que tenham capacidades de resposta própria e possam manter, continuar e reforçar esses ganhos por não se descartar picos epidémicos.

“Podem acontecer. É neste contexto que a vulnerabilidade da população são-tomense, embora esteja já muito diminuída a exposição à malária, é preciso continuar (com os esforços) para que se passe de uma fase pré-eliminatória para uma fase de pré-erradicação e, enfim, a erradicação.”

Incidência

O arquipélago com cerca de 200 mil habitantes teve uma incidência de malária de 33,8 em cada 1000 pessoas em 2009.

Nas atividades de prevenção destaca-se a distribuição de mais de 100 mil redes tratadas com inseticidas a 80% das famílias são-tomenses.

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