Especialista da ONU reafirma que não existe solução militar para Síria
BR

17 agosto 2016

Presidente da Comissão de Inquérito Independente, o professor brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro falou sobre a flagelo vivido pela população de Alepo, onde 2 milhões de pessoas estão sob cerco sem acesso à energia elétrica e à água potável.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O especialista em direitos humanos e presidente da Comissão de Inquérito para a Síria afirmou que a população é quem está pagando o sofrimento de todo o conflito no país árabe, que começou em 2011.

Em entrevista à Rádio ONU, o professor brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro disse que não existe outra saída para a guerra que não seja a negociação.

Violações

“Nesta guerra não há inocentes. Então você por um lado tem o governo do presidente Assad tentando reconquistar território controlado pelos rebeldes e, por outro lado, você tem grupos rebeldes, e quem paga o sofrimento de tudo isso é a população.”

Paulo Sérgio Pinheiro é presidente uma comissão internacional que examina relatos de violações dos direitos humanos na Síria.

Ele comentou a situação grave em Alepo, a segunda maior cidade síria, onde 2 milhões de moradores estão vivendo um cerco sem acesso à água potável e à energia elétrica.

Influência

Segundo ele, a solução para a guerra é a mesa de negociações e relembrou o apelo do enviado especial da ONU à Síria, Staffan de Mistura, ao Conselho de Segurança e às demais nações com influência na região.

“Nessa guerra não há nenhuma solução militar para este conflito em torno de Alepo. Então, a única solução são as negociações que meu colega Staffan de Mistura está tentando renegociar em Genebra. E esse agravamento desta guerra em torno de Alepo só atrasa a possibilidade desta negociação.”

O especialista em direitos humanos da ONU afirmou que os bombardeios às cidades sírias que têm afetado os civis são realizados pelo governo do presidente Bashar al Assad, uma vez que somente o governo tem os recursos militares para realizar a ofensiva aérea.

O enviado especial das Nações Unidas, representantes dos Estados Unidos e da Rússia, além das partes do conflito estão discutindo a possibilidade de um retorno à mesa de negociações em Genebra, onde ocorreu a primeira rodada de conversações.

 

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