OMS: 2,7 milhões de bebês morrem no primeiro mês de vida todos os anos
BR

16 agosto 2016

Agência da ONU afirma ainda que 2,6 milhões de bebês nascem sem vida, são natimortos; mais de 300 mil mulheres morrem durante a gravidez ou no parto em todo o mundo anualmente.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou esta terça-feira que 2,7 milhões de crianças morrem todos os anos no mundo no primeiro mês de vida e 2,6 milhões de bebês nascem sem vida, são natimortos.

A agência da ONU afirmou ainda que o dia do parto é o período mais perigoso para mães e bebês. Segundo a OMS, 303 mil mulheres morrem anualmente durante a gravidez ou na hora do parto.

Magnitude

De Londres, em entrevista à Rádio ONU, o médico e pesquisador do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da Organização Mundial da Saúde, João Paulo de Souza, falou sobre o problema.

“A mortalidade tanto materna quanto fetal e neonatal é, em grande parte determinada pelos determinantes sociais da saúde e da doença. Por exemplo: acesso à educação, acesso à renda e acesso a uma boa alimentação. E assim como os fatores relacionados a qualidade do cuidado dos serviços de saúde.”

A agência da ONU disse que a maioria das mortes neonatais e dos bebês que nascem sem vida pode ser evitada com serviço de saúde de qualidade durante a gravidez ou parto.

Os especialistas da agência afirmaram que quase todos os bebês natimortos e metade dos óbitos no parto não são registrados e nunca foram reportados ou investigados pelo sistema de saúde.

Resultado

Como resultado, os países não sabem o número correto de mortes ou das causas desses óbitos e, com isso, não têm condições de implementar ações eficazes para evitar a morte de outros bebês e mulheres.

Para combater o problema, a Organização Mundial da Saúde lançou três publicações que vão ajudar os governos mundiais a melhorar a coleta de dados nesse setor.

O diretor de Pesquisa e Saúde Reprodutiva da OMS, Ian Askew, afirmou que “é necessário garantir que todos os nascimentos e mortes sejam registrados para que as autoridades possam compreender o que deve ser feito para evitar futuros óbitos”.

 

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