Angola acolhe grande campanha de emergência contra febre amarela

16 agosto 2016

Iniciativa também envolve a vizinha República Democrática do Congo; OMS quer interromper infeções antes de setembro; áreas urbanas e regiões de fronteira mais afetadas são as mais densas de difícil acesso.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Mais de 14 milhões de pessoas devem ser vacinadas contra a febre amarela numa iniciativa que começa esta semana em Angola e na República Democrática do Congo, RD Congo.

Em Genebra, a Organização Mundial da Saúde, OMS, declarou que a campanha de emergência é uma das maiores em África.

Estação Chuvosa

A agência justifica que é preciso executar o plano com rapidez para “acabar com a transmissão antes da estação chuvosa que se inicia em setembro.”

O coordenador para o Controlo da Unidade de Doenças Epidémicas da OMS, William Perea, disse que o planeamento de uma campanha de vacinação em massa demora normalmente entre três a seis meses.

A iniciativa pretende conter o surto que já matou mais de 400 pessoas. O objetivo é proteger a população considerada de alto risco de infeção e evitar a potencial propagação e expansão da doença.

Potencial Propagação

As áreas mais afetadas são as mais densas em centros urbanos e nas regiões de fronteira de difícil acesso “o que torna mais complexo o planeamento da vacinação.”

Algumas áreas ainda são consideradas de alto risco, daí a realização das campanhas preventivas nas capitais e ao longo dos limites entre os dois países numa extensão de mais de 2.646 km.

William Perea explicou que para vacinar cerca de 8 milhões de pessoas em pouco tempo em Kinshasa cada equipa deve se encarregar de centenas de pessoas por dia. Um quinto dos 10 milhões de habitantes da cidade já recebeu a vacina. O outro milhão de pessoas foi imunizado em outras áreas congolesas.

Medida de Emergência

A limitação dos suprimentos devido ao mínimo de seis meses para a fabricação, levou a OMS a planear com os Ministérios da Saúde a administração de um quinto da dose da vacina-padrão como “medida de emergência de curto prazo.”

O objetivo é alcançar o maior número possível de pessoas com a chamada “dosagem fracionada”, que foi recomendada pelo Grupo Consultivo Estratégico da OMS de Especialistas de Imunização.

De acordo com a agência, a dose não será administrada às pessoas que pretendem viajar para o estrangeiro mas “deve protegê-las contra a febre amarela durante o surto e ajudar a deter a sua propagação.”

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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