PMA lança aplicativo para crianças afetadas por El Niño no Malaui

4 agosto 2016

CompartilheComida é o nome do dispositivo para arrecadar fundos para merenda escolar de meninas e meninos afetados pela seca.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, lançou um aplicativo para socorrer crianças afetadas pela seca, causada pelo fenómeno climático El Niño no Malaui.

O aplicativo deve ajudar aos projetos de emergência para o país africano. O objetivo é atender 58 mil crianças em Zomba, o distrito no sul do Malaui, que foi severamente afetado pela seca e sofrendo com altos níveis de insegurança alimentar.

Projeto nacional

Pelo aplicativo, os usuários de telefones inteligentes podem doar o mínimo de 50 centavos de dólar para dar uma refeição por dia a um aluno.

As crianças entre 6 e 13 anos irão receber papas fortificadas através do programa de merendas do PMA que apoia o projeto nacional de proteção social do governo do Malaui.

De acordo com o PMA, uma refeição na escola já provou que a frequência aumenta e melhora a habilidade das crianças no aprendizado. No caso do distrito de Zomba, o número de matrículas é baixo e de evasão escolar e de repetição é alto. A agência da ONU espera que a disparidade de género nas escolas seja ainda mais agravada neste momento de crise.

Pequeno almoço

Uma pesquisa revelou que mais de 75% das crianças em Zomba chegavam à escola pela manhã sem o pequeno almoço.

A agência da ONU informou ainda que em todo o sul da África, existem 18 milhões de pessoas que dependem de assistência de emergência. O plano do PMA é atender 11,9 milhões de africanos até o início de 2017.

O PMA informou que para cada dólar investido no programa de merendas, são retornados seis em produtividade e saúde das crianças quando se tornam adultas.

HIV/Sida

Mais de uma em cada três crianças do Malaui tem problemas de crescimento e estão abaixo do peso e da altura adequados para a idade.

A malnutrição no Malaui custa o equivalente a mais de 10% do Produto Interno Bruto, PIB, todos os anos.

O país africano também tem altas taxas de HIV/Sida e de mortes pela doença, que já causaram um alto número de órfãos no país e de lares que acabam sendo chefiados por crianças.

Cerca de 25% dos malauianos vivem na pobreza  e com grande parte da população dependente da agricultura para sobreviver, desastres naturais e fenómenos climáticos acabam agravando a insegurança alimentar.

 

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