Informe de Graça Machel destacado em reunião do Conselho de Segurança

2 agosto 2016

Relatório da ativista de direitos humanos de Moçambique foi apresentado há 20 anos com foco em crianças e conflitos armados; representante de Ban Ki-moon realça que os menores continuam a ser as principais vítimas de confrontos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança realizou esta terça-feira uma sessão sobre crianças e conflitos armados.

A representante do secretário-geral sobre o tema, Leila Zerrougui, recordou um relatório apresentado há 20 anos pela ativista de direitos humanos e então especialista do secretário-geral da ONU, Graça Machel.

Diálogo

Com base na afirmação do agora chefe da ONU, de que crianças continuam a ser as principais vítimas do conflito armado, Zerrougui lembrou que essa conclusão foi a mais preocupante no informe de Machel.

Zerrougui declarou que duas décadas após a criação do seu posto, mais de 115 mil crianças associadas às partes em conflito foram libertadas como resultado do diálogo e dos planos de ação apoiados pelas Nações Unidas.

Até o momento, 25 acordos foram adotados com as partes em conflito. Nove cumpriram na íntegra e foram retiradas da lista das Nações Unidas. Trata-se do Chade, Nepal, Sri Lanka, Uganda e Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim.

Conflitos

A Campanha Crianças, não Soldados reforça o “consenso global de que menores não devem ser usados em conflitos”, realçou a representante.

A responsável declarou o empenho da ONU em executar um compromisso escrito com todos os Estados-membros listados pelo recrutamento e uso de crianças em conflitos. O Sudão assinou o plano de ação este ano.

Segurança

Zerrougui destacou ainda uma redução significativa de casos comprovados de recrutamento e uso de crianças pelas forças de segurança de países, salientando o Afeganistão, a República Democrática do Congo e o Myanmar.

Na reunião, o secretário-geral Ban Ki-moon falou da necessidade de acabar com todos os conflitos e estabelecer a paz para deter as graves violações de direitos humanos das crianças.

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