“Marketing inadequado mina esforços para melhorar as taxas de amamentação”

1 agosto 2016

OMS e Unicef incentivam aleitamento materno para melhorar a saúde dos bebés; Semana Mundial de Amamentação arranca segunda-feira; nota destaca impacto da prática na inteligência e prevenção de doenças.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A comercialização inadequada dos substitutos do leite materno continua a minar esforços para melhorar as taxas e a duração da amamentação em todo o mundo.

As declarações da Organização Mundial da Saúde, OMS, e do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, foram feitas por ocasião da Semana Mundial de Amamentação que decorre entre 1 e 7 de agosto.

Aleitamento Exclusivo

A campanha global pretende incentivar a amamentação e melhorar a saúde dos bebés em todo o mundo. A OMS recomenda que o aleitamento materno exclusivo seja desde uma hora após o nascimento do bebé até que este complete seis meses de idade.

Depois do período, podem ser adicionados alimentos complementares nutritivos à amamentação até que a criaça complete pelo menos dois anos.

Em 2016, a agência encoraja o “apoio às mães para que possam amamentar a qualquer hora, em qualquer lugar”, defendendo que toda a sociedade tem um papel a desempenhar para tornar as nossas comunidades mais amigas da amamentação.

Metas Globais

Os Estados-membros da OMS comprometeram-se a aumentar a taxa de aleitamento materno exclusivo em pelo menos metade, nos primeiros seis meses de vida, até 2025. O plano é parte das metas globais de nutrição.

A agência sublinhou que a taxa de aleitamento materno exclusivo não melhora há duas décadas.

A OMS destaca que o leite materno é o alimento ideal para recém-nascidos e realça que é “seguro, limpo e contém anticorpos que ajudam a proteger contra muitas doenças comuns da infância.”

Inteligência, Obesidade e Diabetes

Os benefícios em crianças inclui o facto de que os menores amamentados têm um melhor desempenho em testes de inteligência, são menos propensos ao excesso de peso ou obesidade e a diabetes mais tarde na vida.

De acordo com a OMS, as mulheres que amamentam apresentam um menor risco de contrair os cancros da mama e do ovário.

*Apresentação: Denise Costa.

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