Cada vez mais pacientes precisam do auxílio da medicina nuclear
BR

1 agosto 2016

Especialista do Brasil calcula que país deveria ter o dobro de centros de medicina nuclear para cobrir as necessidades da população; Aiea apoia nações com pesquisas e promoção do uso de tomografia computadorizada.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A América Latina e o Caribe têm mais de 600 milhões de habitantes e segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, os serviços de medicina nuclear são cada vez mais necessários para a população da região, que está envelhecendo.

A técnica de medicina nuclear é muito eficaz no diagnóstico e durante o tratamento de doenças cardiovasculares e câncer. O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear conversou com a Aiea e afirmou que o total de pacientes que precisam desses exames cresce a cada ano.

Acesso

Segundo Cláudio Tinoco Mesquista, no Brasil deveria existir o dobro de centros de medicina nuclear para cobrir as necessidades da população. Equipamentos e profissionais treinados também são necessários.

O apoio da Aiea é essencial para que os países ampliem o acesso dos pacientes à medicina nuclear, como tomografia computadorizada e ressonância magnética. A agência da ONU explica que a tomografia computadorizada por emissão de pósitrons, PET-TC, é importante para o diagnóstico de câncer.

Treinamento

Segundo a AIEA, na América Latina e no Caribe, cerca de metade das mortes ocorre por doenças cardiovasculares ou câncer de pulmão, próstata e mama. O diagnóstico precoce e correto é essencial para o tratamento eficaz.

Mas nos países latino-americanos e caribenhos, o acesso à medicina nuclear ainda é limitado, especialmente em zonas rurais. Os equipamentos geralmente estão disponíveis em hospitais particulares.

A Aiea tem programas para aumentar o acesso, incluindo apoio para a compra de equipamentos e treinamento de mais de 600 profissionais somente neste ano. A agência oferece também cursos online sobre diagnóstico de medicina nuclear, sendo que 1,2 mil profissionais da América Latina e do Caribe já foram beneficiados.

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