OMS entrega laboratório móvel para detetar febre amarela na RD Congo

29 julho 2016

OMS defende maior precisão para salvar vidas; registados mais de 5 mil casos suspeitos e 400 mortes devido à doença no país e em Angola; até 100 pacientes devem receber os seus resultados por dia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A República Democrática do Congo recebeu um laboratório móvel para reforçar o diagnóstico rápido da febre amarela.

As instalações portáteis e o equipamento foram dados pela a Organização Mundial da Saúde, OMS, com financiamento da União Europeia.

Casos  e Mortes

Com o laboratório serão analisadas amostras de sangue para detetar a doença, que registou mais de 5 mil casos suspeitos e 400 mortes tanto no país como na vizinha Angola.

A OMS destaca que a precisão no diagnóstico é essencial para salvar vidas e acabar com o surto. Com resultados confiáveis podem ser tomadas decisões sobre “quase todos os aspetos de saúde, especialmente durante os surtos.”

O diagnóstico da febre amarela é considerado um desafio porque frequentemente há atrasos no processo de recolha e transporte do sangue até a  análise.

Laboratórios Especializados

Num estado mais avançado, a doença é mais difícil de detetar e o processo requer análises de sangue mais sofisticadas que segundo a OMS só podem ser feitos em laboratórios especializados.

Em Angola, a agência treina técnicos do Instituto Nacional de Saúde Pública em parceria com o Instituto Pasteur e o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças, CDC. A meta é reforçar a capacidade de diagnóstico da febre amarela.

Exames de Sangue

Após a sessão os participantes poderão fazer exames de sangue mais complexos para confirmar a febre amarela.

Em território congolês, o laboratório transportado em caixas é “fácil de instalar em qualquer unidade de saúde ou edifício”. A montagem será feita na área de Kahembe, na província de Cuango, por 3 meses.

A estimativa é que entre 50 a 100 pacientes recebam os seus resultados num dia.

No dia 17 de julho, dois especialistas de laboratório do Instituto Pasteur de Paris, chegaram à República Democrática do Congo para reforçarem a capacidade técnica de resposta à epidemia.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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