Representantes da ONU elogiam compromisso entre Colômbia e Farc-EP
BR

27 julho 2016

Diretora-geral da ONU Mulheres e representante especial do secretário-geral para Violência Sexual em Conflito fazem referência a promessa que um dos principais objetivos do acordo seja promover a igualdade de gênero e autonomia das mulheres.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

A diretora-geral da ONU Mulheres e a representante especial do secretário-geral para violência sexual em conflito publicaram uma declaração sobre o que consideraram “compromisso histórico” feito pelo governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo, Farc-EP.

Phumzile Mlambo-Ngcuka e Zainab Bangura mencionaram o compromisso feito durante conversas de paz em Havana, capital cubana, para garantir que um dos principais objetivos do acordo seja promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres.

Sociedade Justa

Na nota, elas afirmam que a implementação deste compromisso será um “teste fundamental” para saber se a “paz vai durar e para satisfazer as mais altas aspirações dos colombianos por uma sociedade justa, equitativa, inclusiva e democrática”.

Segundo o documento, as disposições de gênero do acordo garantem que a “participação e autonomia de mulheres é central a muitos aspectos como desenvolvimento rural, participação política e erradicação de drogas ilícitas”.

Violência Sexual

A nota afirma que no conflito colombiano o índice de violência sexual cometido principalmente a mulheres e meninas foi alto e que frequentemente as vítimas destes crimes “sofrem em silêncio e vergonha”.

A ONU saudou o trabalho inédito das conversas de paz e sua subcomissão de gênero, que trouxe “as vozes das mulheres para o processo”.

No comunicado, Phumzile Mlambo-Ngcuka e Zainab Bangura ressaltam que as mulheres são uma “força vibrante para paz e reconciliação” e que isto deve ser reforçado no acordo final e em sua implementação.

Oportunidade Histórica

Para elas, este processo de paz representa uma “oportunidade histórica” de transformar o status das mulheres na sociedade colombiana através de uma “mudança estrutural fundamental”.

Segundo a nota, é preciso agora garantir que as mulheres sejam incluídas em todos os aspectos de tomada de decisão.

Para Mlambo-Ngcuka e Bangura, este é um momento de “grande esperança”, que “renova a confiança na diplomacia e fortalece a crença de que outros conflitos de longa data”, não importa o quão complexo e prolongados, podem seguir o exemplo colombiano em relação à paz.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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