Força regional recuperou 80% do território controlado pelo Boko Haram

27 julho 2016

Chefe dos Assuntos Políticos da ONU disse que milhares de prisioneiros foram libertados com a intervenção conjunta do Chade, Camarões, Nigéria e Níger; Bacia do Lago Chade tem 9 milhões de pessoas a precisar de ajuda humanitária.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas elogiaram esta quarta-feira a resposta dos países da Bacia do Lago Chade para combater as milícias islamitas nigerianas Boko Haram.

No Conselho de Segurança, o subsecretário-geral para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, disse que a Força Multinacional Conjunta recuperou 80% do território que estava sob controlo do grupo. Os países envolvidos na intervenção, são: Chade, Camarões, Nigéria e Níger.

Prisioneiros

De acordo com o representante, as operações permitiram que fossem libertados milhares de prisioneiros, além da prevenção de ataques terroristas.

Entretanto, Feltman destacou haver alegações de violações dos direitos humanos nos países afectados, especialmente contra jovens de comunidades muçulmanas.

A proposta do subsecretário-geral para evitar que piore a situação dos direitos humanos é que os Estados garantam “a prestação de contas pelas graves violações cometidas por forças nacionais” e que o uso da força obedeça leis internacionais dos direitos humanos e dos refugiados.

Prestação de Contas

Na mesma sessão, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O 'Brien, revelou que mais de 9 milhões de pessoas precisam de assistência em toda a Bacia do Lago Chade.

O também coordenador da Ajuda de Emergência frisou que desse número, cerca de 2,8 milhões são deslocados devido a violência nas suas cidades e aldeias.

Crianças

O'Brien destacou a vulnerabilidade das crianças, que totalizam 1,7 milhão de deslocados de toda a região. Segundo ele, estas correm o risco de rapto e do recrutamento forçado pelo Boko Haram para cometer atos de violência que incluem fazer-se explodir.

Em junho, as autoridades nigerianas declararam emergência nutricional para o estado de Borno, um dos mais afetados pelos combates.

Face a relatos que dão conta de comunidades que estão a ficar sem comida, O'Brien advertiu que “se não houver ação imediata, o sofrimento humano vai ficar mais intenso”.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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