Milhares de moçambicanos em busca de asilo no Malaui retornam ao seu país

26 julho 2016

Cidadãos fugiram de confrontos entre o Exército e as forças do maior partido da oposição; número de pessoas baixou de 11 mil para as atuais 1,8 mil; Acnur investiu mais de US$ 1,5 milhão em operações logísticas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, revelou que 83% dos moçambicanos que procuravam asilo no Malaui após o início da atual crise política em Moçambique já retornaram ao seu país.

O regresso ocorre desde janeiro de 2016, como contou à Rádio ONU, de Lilongwe, a representante da agência no Malaui, Monique Ekoko.

Refugiados

De acordo com a chefe do Acnur,  a área malauiana de Kapise chegou a albergar 11 mil pessoas. Neste momento, e com o retorno da maioria ao seu país, o acampamento está “virtualmente fechado” e somente a população local habita na região. Pelo menos 1.860 pessoas foram transferidas para o campo de Luani, um antigo acampamento de refugiados moçambicanos.

A agência vai integrar uma missão de verificação com vários parceiros, que na próxima semana vai visitar a província moçambicana de Tete.

Ekoko disse que o objetivo é apurar as condições para o retorno dos restantes  moçambicanos que viveram no Malaui após o início da crise.

Decisão Informada

A responsável declarou que após essa deslocação, o Acnur será capaz de aconselhar aos moçambicanos que estão a viver no distrito de Luani, em Mwanza, sobre a situação local. O objetivo é que estes tomem uma decisão informada sobre se pretendem juntar-se aos outros que voltaram ao país.

A chefe do Acnur disse mais de US$ 1,5 milhão foram investidos pela agência para apoiar os cidadãos moçambicanos desde o início das chegadas ao território malauiano, em julho de 2015. Outros valores foram investidos por vários parceiros.

Combates

A maioria dos moçambicanos que viviam no Malaui eram provenientes de Tete. Na sua chegada ao território malauiano, estes contaram às autoridades locais que fugiam combates entre o partido da oposição Renamo e as forças do governo.

Os depoimentos davam conta de casas incendiadas, vítimas civis em ataques e crianças que foram separadas dos seus pais.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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