Apelo de US$ 284 milhões deve preparar operação humanitária em Mosul
BR

21 julho 2016

Iniciativa deve ajudar cerca de 1,5 milhão de civis; coordenadora da ONU no país teme que impacto da campanha militar sobre os civis seja arrasador; para ter efeito, recurso tem que chegar pelo menos 2,5 meses antes do início da operação.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Organizações de ajuda humanitária no Iraque alertaram para a situação de emergência em Mosul, a cidade do norte do país. São necessários US$ 284 milhões para começar a preparar a operação que pode beneficiar 1,5 milhão de civis.

A coordenadora humanitária da ONU no Iraque, Lise Grande, disse que a campanha militar sobre os civis será arrasadora. A tentativa de fuga das famílias da região coloca os civis em situação de risco extremo o que pode resultar em mortes e ferimentos.

Assistência médica

Para Grande, esta pode ser a pior situação humanitária deste ano caso não cheguem mais verbas a tempo de socorrer os civis em Mosul.

As operações militares do governo do Iraque e de países aliados têm o objetivo de retomar áreas sob poder do grupo terrorista islâmico Isil ou Daesh. Os movimentos nessas zonas já estão forçando centenas de milhares de pessoas a fugir de suas casas.

Além disso, o número de deslocados internos ultrapassa 3,3 milhões, e espera-se que mais 2,5 milhões de pessoas fiquem sem teto entre os corredores de Anbar e Mosul nos próximos meses.

Todos os acampamentos de deslocados estão lotados. As maiores urgências são serviços de água, comida, abrigo de emergência e assistência médica.

Cenários

As organizações parceiras também estão sob pressão intensa.

No início do ano, houve um apelo de US$ 861 milhões para socorrer 7,3 milhões de iraquianos. Mas deste total, apenas 40% foram entregues pelos doadores. Com isso, 99 projetos vitais de assistência tiveram que ser cancelados por falta de dinheiro.

A coordenadora da ONU avisa que se mais recursos não chegarem a tempo, centenas de programas terão que ser suspensos. Lisa Grande afirma que para a ajuda ter efeito, a verba tem de ser entregue pelo menos 2 meses e meio antes do início das operações militares.

Grande contou que as equipes estão trabalhando com várias possibilidades de consequências após a ação militar.

No pior dos cenários, serão precisos US$ 1,8 bilhão para apoiar as vítimas.

 

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