PMA arranca operação histórica de emergência no Malaui

20 julho 2016

Pelo menos 6,5 milhões de pessoas devem precisar de assistência; número corresponde a quatro de cada 10 habitantes do país da África Austral; nação africana vai precisar de pelo menos US$217 milhões.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA,  anunciou esta quarta-feira o início de uma ronda de operações de socorro no Malaui. Estima-se que até 6,5 milhões de pessoas possam precisar de assistência de emergência nos próximos meses.

Trata-se de 40% da população malauiana que deve beneficiar da “maior operação de ajuda alimentar de emergência da história do país”.

Apoio Urgente

Ao concluir uma visita de três dias ao Malaui, a diretora executiva do PMA, Ertharin Cousin,  considerou “a situação extrema” que  “o mundo precisa reconhecer agora, antes que seja tarde demais”.

A representante disse que a ajuda deve ser urgente para os malauianos e para os afetados pela seca nos países vizinhos, “antes que a situação de insegurança alimentar se transforme em fome e mortes.”

Emergência

O Malaui é uma das seis nações da região que declarou emergência devido a desastres relacionados à seca nos últimos meses.

Para ilustrar a gravidade da situação, o PMA disse que o país precisa de cerca de metade dos US$ 535 milhões em necessidades de financiamento para as nações mais afetadas pela seca na região até abril de 2017.

Transporte

A necessidade é particularmente urgente para o Malaui para garantir a compra de reservas alimentares, seu transporte e armazenamento antes do início das chuvas em novembro. Muitas estradas estão em áreas remotas intransitáveis.

O país é um dos mais afetados pela seca associada ao fenómeno El Niño.  O PMA lembrou que esta crise não se deve apenas à seca sem precedentes deste ano, mas ao impacto das graves inundações e da longa estiagem do ano passado.

Até março, 18 milhões de pessoas devem precisar de auxílio de emergência nos países afetados pelo El Niño  na África Austral. O PMA planeia apoiar 11,9 milhões de carenciados na época de escassez que terá o seu pico em janeiro.

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