Unctad14: Angola busca experiências sobre investimentos e integração africana

19 julho 2016

Em Nairobi, delegação destaca  avanços na promoção do género e nos investimentos para apoiar atividades femininas  no terreno; ONU revela que setor privado terá  papel cada vez mais importante para a prosperidade.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Angola reafirmou o seu interesse em investir e unir-se a outras economias na 14ª Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento e Comércio, Unctad14.

As declarações foram feitas à Rádio ONU, de Nairobi, pelo consultor do ministro angolano do Comércio. Guilhermino Paulo disse que os esforços para combater a pobreza envolvem  mulheres e aplicação de mais fundos.

Integração

“Viemos colher bastantes experiências, principalmente no ramo dos investimentos em África, nas questões de integração regional e no combate à pobreza. Há questões relativas aos produtos de base,  muito importantes porque Angola está a caminhar nesse sentido. Esta conferência é muito importante para os países, neste caso o grupo dos 77+China, possam caminhar para um objetivo comum.”

O tema da Unctad14 é Das decisões às ações, com vista ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Promoção

Angola disse estar no caminho certo para cumprir as metas em áreas como promoção do género em investimentos e no apoio a atividades femininas no campo.

“Temos uma nova instituição que se chama Apiex – Agência de Promoção dos Investimentos para o Exterior. Neste momento tem estado a fazer bastante promoção do comércio de Angola para o exterior e de uma forma a captar investimentos. Aqui mesmo na conferência da Unctad tivemos encontros com a Argentina e provavelmente vamos ter com a Polónia.  Quase todas as semanas em Angola vêm delegações do estrangeiro para fazerem pesquisas de mercado no sentido de se investir em Angola.”

A Unctad ressaltou que as agências de promoção e facilitação de investimentos do setor privado terão um papel cada vez mais importante para a prosperidade nos países em desenvolvimento.

A agência da ONU estima que serão precisos US$ 2,5 biliões para cumprir as metas globais, uma lacuna de financiamento que é “pouco provável que seja preenchida somente pelos gastos do governo ou pela ajuda externa”.

*Com reportagem de Assumpta Massoi, enviada da Rádio ONU em  Nairobi.

 

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