Após novos combates, milhares de sul-sudaneses fogem para Uganda
BR

19 julho 2016

Segundo a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, fluxo deve continuar crescendo nos próximos dias; mulheres e crianças são mais de 90% dos recém-chegados; OIM, agência parceira da ONU, está respondendo a casos suspeitos de cólera em Juba, capital do Sudão do Sul.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O número de pessoas buscando abrigo e segurança em Uganda, vindas do Sudão do Sul, subiu de forma significativa nos últimos dias. Segundo a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, este fluxo deve continuar crescendo nos próximos dias.

Entre sexta-feira e sábado, cerca de 1,3 mil pessoas atravessam a fronteira para Uganda e mais de 1,6 mil chegaram no domingo. Antes de sexta-feira, a média diária era de 233.

Mulheres e Crianças

Desde o início dos últimos combates no Sudão do Sul, em 7 de julho, mais de 5 mil pessoas fugiram para Uganda. Mais de 90% destes eram mulheres e crianças com menos de 18 anos.

A maioria está fugindo do estado de Equatória Oriental, com um número menor de pessoas chegando de Juba.

Segundo o Acnur, pessoas chegando a Uganda estão “cansadas e com fome”. Muitas andaram durante dias carregando seus pertences; outras passaram o percurso sem comida e estão sofrendo de desnutrição.

Violência

A ONU afirmou que cerca de 300 pessoas morreram e mais de 10 mil fugiram de suas casas após a violência em Juba.

O Acnur também condenou ataques violentos a trabalhadores humanitários, que deixaram pelo menos uma pessoa morta.

Recursos

Na última sexta-feira, em Nairóbi, no Quénia, a agência lançou um apelo atualizado de US$ 701 milhões para as operações para refugiados sul-sudaneses.

O apelo anterior, de US$ 638 milhões para este ano, recebeu apenas 17% de financimento. Apresentando o pedido, a coordenadora regional do Acnur para a situação do Sudão do Sul, Ann Encontre, alertou que o número de refugiados poderia de 1 milhão nos próximos meses.

Cólera

A Organização Internacional para Migrações, OIM, está respondendo a um surto de casos suspeitos de cólera em Juba, capital do Sudão do Sul.

A agência parceira da ONU também está fornecendo assistência médica emergencial a civis deslocados pelos combates da semana passada na cidade.

Em 17 de julho, o Ministério da Saúde do país emitiu um alerta após relatos, em Juba, de 30 casos suspeitos de cólera e uma morte. Treze destes tiveram resultados preliminares positivos e aguardam outro testes para confirmação.

A OIM está trabalhando em parceria com a Organização Mundial da Saúde, OMS, e outras instituições da área para combater a propagação da doença no país.

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