Durban 2016: “ciência está a favor” da resposta acelerada ao HIV, diz brasileiro

18 julho 2016

Vice-diretor executivo da agência espera mais planos dos países na 21ª Conferência Internacional sobre a Sida; menos de metade das pessoas que convivem com o vírus recebem tratamento em todo o mundo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.   

O vice-chefe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Sida, Onusida,  disse que a 21ª Conferência Internacional sobre a Sida, marca a expectativa de se “achar uma nova forma de responder à epidemia.”

Falando à Rádio ONU, da cidade sul-africana de Durban, Luiz Loures considerou que os progressos alcançados desde o ano 2000 ainda “não chegam para acabar com a epidemia”.

Meios

O responsável declarou que na reunião global podem surgir novos planos e que estes devem funcionar com os meios agora disponíveis.

Luiz Cut 01

“Os avanços científicos, eles são favoráveis. Nós temos drogas que são eficientes, testes que funcionam facilmente, tecnologias de prevenção que ajudam como o PrEP (terapia para a prevenção da infeção). Não há dúvidas que a ciência está a nosso favor. A questão central é garantir que as pessoas, e principalmente as mais vulneráveis independente de onde estejam, tenham acesso à ciência. Há países, hoje, em situação complicada e em situação de conflito. Temos que ter estratégias que funcionem para essas pessoas também.”

De acordo com a ONU, o mundo tem cerca de 17 milhões de pessoas que recebem tratamento do HIV, do total de 36,7 milhões que convivem com o vírus.

Resposta

Loures declarou que para que a epidemia chegue ao fim até 2030 é preciso uma resposta maior e com mais esforços dos países.

Luiz Cut 02

“São 30 milhões de pessoas que deveriam estar em tratamento hoje. Nós precisamos mais uma vez mudar, reinventar a resposta à Aids para chegar a todas as pessoas que necessitam. Ademais, um ponto extremamente importante, é que ao mesmo tempo está observando um crescimento, mais uma vez, do número de novas infeções pelo HIV. Existe muito a fazer, mas nos temos que em Durban vamos achar uma nova forma e reinergizar a resposta à Aids.”

A África do Sul foi a primeira nação da região subsaariana a aprovar a terapia para evitar a infeção em 2015.

O país teve quatro de cada 10 novas infeções pelo HIV na região africana.

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